na coluna do Celso Nascimento na Gazeta do Povo
Quem tem mais de 50 anos deve se lembrar que nos velhos seriados de faroeste que passavam nos cinemas de antigamente havia sempre o “perigo do meio” e o “perigo do fim”. O do meio servia para prender a atenção da gurizada, que torcia para que o mocinho se livrasse logo da amea ça do vilão. Depois, o “perigo do fim” era para deixar a plateia ansiosa para voltar ao cinema na semana seguinte para assistir a continuidade.
Pois bem: hoje vai acontecer o “perigo do meio” de mais um capítulo do interminável seriado que tem como cenário o PSDB e como protagonistas principais o prefeito Beto Richa e o senador Alvaro Dias. Eles terão uma conversa com o xerife do condado, o senador Sérgio Guerra, para saber quem, eventualmente, sofrerá o revés de não poder se candidatar ao cargo de governador pelo partido.
É o perigo do meio, não o do fim, que ainda está longe. Se Sérgio Guerra não der a palavra final, a turma de Beto Richa promete dá-la ainda na noite de hoje. Vai se reunir para colocar em “votação” os nomes dos dois pretendentes e, como de antemão já se sabe, sairá vencedor o prefeito, que detém quase todos os votos do seleto cenáculo. A vitória se dará por WO, já que o adversário se recusa a entrar nesse campo.
Com isso, o prefeito se sentirá livre para anunciar a decisão de que no dia 3 de abril poderá acenar para os curitibanos que o elegeram com 77% dos votos e dizer tchau aos três anos de mandato que lhe restam? Este, na opinião de muitos analistas, é que poderá ser o perigo do fim – entendido no seu mais amplo sentido, inclusive (ou principalmente), o eleitoral.
Nenhum comentário:
Postar um comentário