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sábado, 6 de novembro de 2010

Manifesto “São Paulo para os paulistas”: combater é necessário!

Dizem que tem um pessoal, lá para as bandas do Batel, tentando adaptar o bestial manifesto paulista à realidade "curitiboca".


Para quem pensava que era absurda ficção o post que publiquei ontem intitulado “Pela criação dos Estados Unidos de São Paulo!” (clique aqui), leia abaixo o Manifesto – “São Paulo para os Paulistas” que, infelizmente, não tem nada de ficção.
Publiquei na íntegra porque entendo que é preciso conhecer bem para enfrentar – em todos os espaços institucionais e, especialmente nas redes sociais – todos os movimentos discriminatórios em andamento no país.
Todos presenciamos estupefactos o quanto a campanha do Serra desenterrou e fez aflorar, com todo vigor, o que há de mais deletério no imaginário de parte dos brasileiros e, especialmente, parte dos paulistas e sulistas.
Vamos ao texto:
***
Manifesto “São Paulo para os paulistas”

To:  Autoridades, Instituições e Sociedade Paulistas
Nenhuma Discriminação é mais brutal do que a discriminação contra si mesmo.
O paulista olha ao seu redor e se vê um estrangeiro em sua própria terra. Presencia desrespeitos e hábitos impostos. Alta criminalidade, hospitais superlotados. Isto tudo relacionado à migração nordestina que a nossa terra sofreu nos últimos tempos. Entretanto, ao reagir e se manifestar sobre estes fatos, o paulista é criminalizado, acusado de ter “conceitos prévios”. Impuseram que era um tema proibido. Porém, isto não se cabe em um sistema democrático. Este Manifesto irá apresentar dados diversos e propôr formas de encarar o problema da Migração.
I) AUTENTICIDADE
Atualmente tudo é validado via internet. A Receita Federal, recebe declarações. O Judiciário tem aceito petições de modo virtual. A Sociedade utiliza transferências bancárias, comércio eletrônico. Métodos aceitos por todos os setores da população. O site “PetitionOnline” é um serviço virtual que armazena Petições públicas. Já possibilitou resultados impressionantes. Sua autenticidade é reconhecida internacionalmente. O texto não pode ser alterado após publicação; cada assinatura é validada. Portanto, o Manifesto Eletrônico é um meio autêntico e verdadeiro de Manifestação da Vontade e do Pensamento.
II) LIBERDADE DE EXPRESSÃO
“Proibir a livre manifestação do pensamento é pretender a proibição do pensamento e obter a unanimidade autoritária, arbitrária e irreal”. No Brasil, a informação é difundida pela Mídia; assim conduzem o pensamento das massas. Ou por grupos ideológicos que dizem falar em nome do “povo”, mas que não o representam. A real opinião da população, de onde deveria emanar o poder, não possui espaço. O Brasil vive uma ditadura camuflada. Aparentemente se é livre para expressar. Porém, opiniões fora do padrão estabelecido, são sufocadas, desqualificadas e criminalizadas. O número simbólico de assinaturas deste Manifesto representa o pensamento de grande parcela da população paulista.
III INTOLERÂNCIA
O Brasil nunca deixou de ser um país de tradição autoritária. A Censura não ocorre mais às claras. Ao se discordar de opiniões, denuncia-se o opinante, a fim de calá-lo! Não estão abertos à divergência de idéias. Ao se mencionar o problema da Migração em São Paulo, os contrariados, de imediato, querem calar o opinante, e eliminar a opinião emitida. Prontamente armam-se com apelidos taxativos, têrmos pré-moldados, e ameaças. Pretendem tolher o pensamento. Completa intolerância à divergência. Pretender evitar o debate com denúncias, é uma forma de Autoritarismo.
IV) RACISMO
Os primeiros habitantes de S Paulo eram portugueses e índios. Logo após chegaram os primeiros negros africanos, do Congo e Angola. Na Revolução de 32, havia a chamada “Legião Negra”, valorosos paulistas negros lutaram por São Paulo. Assim, as muitas raças constituem o Povo Paulista formando sua Cultura. O Racismo é uma prática irracional e inaceitável. Por outro lado, o falso Racismo calunioso deve ser igualmente reprimido. Ao se rejeitar ATITUDES – independente da cor de pele – pessoas fazem-se vítimas perseguidas por “racismo”, denotando ainda maior falta de caráter. Temendo perder privilégios, ameaça-se acusar de “Racismo” como método de intimidação. Esta inversão de valores tornou-se arma de repressão contra opiniões, e deve ser desmascarada e combatida.
V) MULTICULTURALISMO e PLURALISMO
São palavras muitas vezes usadas como Pretexto para se uniformizar um padrão cultural sobre todos. Embora o nome sugira a convivência de culturas. É, portanto, um meio de Intolerância. Se valores culturais são diferentes e convivem, aquele de mais exigentes padrões morais, será prejudicado pelo outro. Assim, uma Cultura oprimirá a outra. Nenhuma Cultura deve fechar-se em si mesma; a globalização promove, de forma espontânea, a Pluralidade, a Miscigenação Cultural sem desvalorização das culturas locais. A preservação cultural não é sinônimo de atraso ou estagnação. O Japão por exemplo cultiva suas tradições e é símbolo de progresso. As Culturas locais devem ser respeitadas.
VI) DIVERSIDADE e XENOFOBIA
Cada local tem suas peculiaridades. A “Diversidade” constitui no respeito a estas diferenças. Logo, se um migrante adentra em uma região, e desrespeita seus costumes, não respeita a Diversidade. Pretender modificá-los, moldá-los a si, impôr os próprios, forçar os anfitriões a aceitar a descaracterização, são atos de “Xenofobia” – aversão ao que é diferente. É preciso respeitar as diferenças: a cultura e o espaço do outro.
VII) POBRES e SEGREGAÇÃO
Existem pobres em todos os grupos culturais. E em um grupo, há pessoas de todos os níveis sociais. Costuma-se colocar migrantes como sinônimo de “pobres”, com objetivo proposital de vitimização. Seja desmentido. As sociedades não se dividem simploriamente entre “ricos e pobres”, como querem alguns. E sim agrupam-se em características culturais, que englobam pessoas de todas as condições. Repudiamos esta Segregação. Níveis sociais não determinam índoles e modos de agir das pessoas. E sim valores culturais.
VIII) PRECONCEITO
Pré-conceito é um conceito prévio sobre alguém ou um grupo de pessoas. Caracteriza-se por serem SEM MOTIVOS as impressões e declarações sobre os mesmos. Basta então olhar a veracidade das afirmações feitas. Se são verdadeiras, não existe Preconceitos.
IX) IGUALDADE, JUSTIÇA, CIDADANIA, SOLIDARIEDADE
Só existe Igualdade se respeitados os princípios do Mérito. Só existe Cidadania havendo o sentimento de ser ouvido como cidadão. Só existe Justiça se transparente e livre de ideologias do fascismo “politicamente correto”. Só existe Liberdade se não há intimidação de expressões, sob quaisquer pretextos. Só existe o sentimento de Solidariedade se for espontâneo e consciente.
X) DISCRIMINAÇÃO
O Estado de São Paulo nunca recebeu investimentos do Brasil. Sempre foi um país à parte. Não possuía riquezas que interessassem à Metrópole. Por isso, foi deixado de lado, enquanto outras regiões gozavam de investimentos do governo central. O Brasil se resumia ao RJ, MG e Nordeste. Os lucros do Ciclo do Ouro, do Cacau, da Cana jamais foram investidos em SP. São Paulo foi tido como insignificante por séculos. Assim viu-se obrigado a se desenvolver sozinho. Investiu nas lavouras de café, construiu ferrovias e estradas, industrializou-se. Com seu próprio suor, investiu para ser o que é. Jamais recebeu dádivas do Brasil; ao contrário, foi o fornecedor de recursos. São Paulo não deve nada ao Brasil. Portanto, o usufruto desse trabalho deve ser para o Povo Paulista.
S Paulo recebe a incursão de pessoas de outros estados, que usufruem seus hospitais e escolas. Quem mantém estes serviços é o povo paulista, não é o povo brasileiro. Se há tratamento igual a quem de direito, e ao forasteiro, então há discriminação contra o primeiro. Se há igualdade de tratamento a quem possui direitos diferentes, então está havendo distinção entre pessoas. Portanto, S Paulo tem o total direito de priorizar paulistas. A Discriminação contra o possuidor por mérito, é uma violência mais agressiva que as discriminações gratuítas por origem.
XI) SOMOS TODOS BRASILEIROS ?
São Paulo é dito “brasileiro” na suposta obrigação de oferecer seus serviços aos oriundos de outros estados. Disponibilizar seus espaços. Porém, NÃO é considerado “brasileiro” pelos demais ao ser explorado, desrespeitado em sua identidade, opiniões, tratado com distinção. Se somos brasileiros, o Brasil por exemplo faria campanhas de doação para nossas cidades acometidas por tragédias naturais. Ou seja, São Paulo é “brasileiro” para com os demais. Mas os demais não são “irmãos brasileiros” para com ele. É hora do Povo Paulista ser menos altruísta, e pensar mais em si mesmo e em seus próprios filhos.
XII) QUEM CONSTRUIU SÃO PAULO ?


Um comentário:

  1. Parabésn Paulistas!
    Finalmente!
    Chega de sofrermos racismo de nordestino.

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