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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil"

Temos a honra de convidá-los para o lançamento do filme:
"História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil"
Uma forma de  resgatar e preservar a história

Produzido em português, espanhol e inglês, em formatos acessíveis.

Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010, às 19 horas no Museu da República em Brasília - DF


Projeto desenvolvido por:

OEI
Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Secretaria de Direitos Humanos
 
..."iremos lançar nosso livro e filme-documentário na noite do dia 20 de dezembro, em Brasília (DF); o projeto foi nos últimos dois anos capitaneado pela Secretaria de Direitos Humanos, por intermédio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNPD), em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).
A versão final do livro e do filme conta a história das pessoas com deficiência no Brasil, particularmente no contexto da abertura política no final da década de 1970 e da organização dos novos movimentos sociais no Brasil; será lançado em formato acessível - contará com legenda, janela com intérpretes de Libras e áudio-descrição. Nosso filme-documentário será disseminado nacional e internacionalmente, estando disponível em português, espanhol e inglês..." 
 
Sinto-me honrado com este lançamento. Minha alegria nasce como um dos protagonistas e personagem deste levantamento histórico da memória, das ações e das implicações políticas que ajudaram e ajudam na busca de mudança de paradigmas no campo dos Direitos Humanos e dos Direitos das Pessoas com Deficiência no Brasil. Este trabalho, agora concretizado, tem e terá como marco e função a afirmação e a implementação destes direitos. Hoje podemos reconhecer muitos avanços, mas ainda temos muitos outros para realizar e conquistar, individual e coletivamente. E o respeito à acessibilidade neste livro e documentário já são por si só uma revelação da mudança de atitudes e mentalidades nos espaços instituídos das políticas públicas. E estas mudanças contam e contaram com milhares de pessoas com e sem deficiência, muitas delas não estarão nesse livro e documentário, mas foram imprescindíveis.
 
Há, entretanto, que confirmar a necessidade de persistir na ampliação das mudanças sociais, econômicas e políticas, as quais creio que todos e todas queremos ver implantadas no campo macro e micropolítico brasileiro. Ainda temos muitos sujeitos-cidadãos (ãs) em situação de exclusão e desfiliação social. Ainda temos alguns preconceitos arraigados a demolir; muitas barreiras, visíveis e invisíveis a combater com determinação e apoio dos avanços legislativos. Ainda temos muitas crianças com deficiência com direito de acesso universal à Educação passando ao largo da escola e da Educação Inclusiva. E, para além das cotas, muitos empregos e mudanças de paradigmas na inserção no mercado de trabalho...
 
Temos uma longa e aberta estrada à nossa frente. O livro e o documentário apenas nos contam dos esforços e dedicação de alguns, com apoio e participação de muitos,  na sua pavimentação e remoção de alguns obstáculos e pedras...
 
Portanto, na minha opinião e desejo, não poderemos ver uma continuidade dos avanços histórico-políticos que conquistamos, sem a nossa efetiva implicação e participação micropolítica, ética, democrática e civil, responsabilidades de qualquer brasileiro ou brasileira, com e sem deficiência. Desejo, como toda força e ânimo que nos próximos passos e estratégias, que nossa determinação, afetos e agenciamentos, sejam intensos, profícuos e contagiantes. Desejo que cada um e todos possam se afirmar como sujeito(s) de direitos e não apenas objeto(s) de intervenção. Somos, nacional e internacionalmente, uma questão de e para os Direitos Humanos. A Convenção nos reafirma essa mudança de paradigmas.
 
As pessoas com deficiências, para além dos modos piedosos, caritativos ou somente reabilitadores, reclamam pelo direito de serem considerados com ativos sujeitos políticos e sociais, para além de apenas produtivos ou consumidores. Nesse sentido devemos lutar pela implementação de políticas públicas estruturais, programas ou ações governamentais que assegurem a nossa  participação  na vida social, laborativa, acadêmica e, principalmente, política com equidade,respeito e independência.
 
Aproveito para agradecer aos que realizaram a coleta de imagens, textos, depoimentos e dados para que este Livro e Documentário pudessem se tornar uma realidade. Este trabalho esteve sob os cuidados do Instituto Vargas (Belo Horizonte, MG),  ao qual agradeço pela paciência, persistência e dedicação no convívio que tive, embora breve, mas que  foi demonstrado por  sua equipe, sua pesquisa e sua capacidade para realizá-la.
 
E, como a História não tem fim... que possamos compartilhar o nascimento de novos líderes, ativistas, militantes, profissionais, políticos, pesquisadores, operadores dos direitos, educadores, cidadãos e cidadãs, com e sem deficiência, profunda e apaixonamente implicados com a transformação de todos os artigos da CONVENÇÃO sobre os DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM REALIDADE, EFETIVAÇÃO E APROPRIAÇÃO DE CIDADANIA COMO GRAMÁTICA CIVIL.
 
Devemos, enfim, nos congratular com a OEI, a Secretaria de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Secretaria de Direitos Humanos (SEDH-PR).
 
PELOS DIREITOS HUMANOS... A ESTRADA ABERTA CONTINUARÁ. DEPENDE DE NÓS. "NADA SOBRE NÓS SEM NÓS..."

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