O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) não precisará empregar os recursos do Rehuf na contratação de funcionários. Como é uma empresa pública de direito privado, o hospital tem uma autonomia maior para contratar e demitir. “Não temos nenhum funcionário terceirizado. Esse sistema fez com que não se criassem lacunas, ao contrário de outros hospitais universitários”, diz Jair Ferreira, assessor da presidência da instituição, Jair Ferreira. Para ele, ainda é cedo para falar sobre os resultados do Rehuf. “É um programa de longo prazo, que leva em conta necessidades de cada hospital”, afirma.
Para o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Jurandir Marcondes Ribas Filho, o Rehuf deveria ser estendido para hospitais universitários estaduais. “Os hospitais universitários estão sucateados. Não fazem bem nem para a pesquisa, nem para o atendimento”, diz. “O programa vem em boa hora, o problema é ser limitado. O ideal seria estender a iniciativa também para os hospitais estaduais”. O Rehuf é gerido pelo Ministério da Educação, em parceria com as pastas de Saúde e Planejamento. O objetivo é melhorar os processos de gestão, adequar a estrutura física, modernizar o parque tecnológico e restruturar o quadro de recursos humanos.
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