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Valor é o total do orçamento da Saúde; partido teme perder o segundo escalão da pasta
Maria Lima e Gerson Camarotti, O Globo
O principal motivo da disputa política travada entre PT e PMDB por cargos do governo Dilma Rousseff é o cobiçado segundo escalão do Ministério da Saúde, pasta com o maior orçamento livre do governo — R$ 77,3 bilhões em 2011 —, e que tem também um dos maiores desafios, atender a população dependente do Sistema Único de Saúde (SUS).
A disputa vem azedando a já delicada relação dos dois maiores partidos da base do governo Dilma Rousseff. Depois de perder a pasta para o ministro Alexandre Padilha, do PT, o estopim da mais recente crise com o PMDB é a substituição na presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Outros cargos do Ministério da Saúde também estão em disputa pelos dois partidos.
Alvo de incontáveis escândalos de corrupção, a Funasa sempre foi feudo do PMDB, e o atual presidente Faustino Lins é indicação do líder do partido na Câmara, Henrique Alves (RN), mas o PT de Minas Gerais indicou para seu lugar o empreiteiro Gilson de Carvalho Queiroz Filho, presidente do CREA/MG.
Os peemedebistas, que ainda tentam impedir essa nomeação, dizem que a indicação de Gilson corre riscos, pois sua empreiteira já fez obras para a Funasa, e é alvo de uma tomada de contas especial no Tribunal de Contas da União (TCU).
Se não conseguirem manter Faustino Lins no cargo, tem outras três indicações para a Fundação: Marcos Monfarreg, coordenador da Funasa no Rio; Flávio Gomes, diretor-executivo da Funasa, e Rui Gomide, técnico do órgão em Goiás.
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