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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Não basta fazer audiência, tem de deixar participar


Diz a frase clássica que quem começa algo já tem 50% do trabalho feito. No caso das audiências públicas, funciona exatamente assim. O fato de elas existirem e de serem obrigatórias por força de lei representa um avanço. No entanto, para que elas sejam efetivas, é preciso dar um longo passo ainda. É preciso percorrer a outra metade do caminho.
Não basta que as audiências sejam pro forma, como acontece hoje. Muitas vezes, o cidadão quer participar e até dá sua contribuição. Mas o poder público apenas finge que ouve. Acaba fazendo tudo do jeito que havia planejado antes. A participação popular ainda parece ser vista como “um mal necessário”.
A população conhece a cidade melhor do que ninguém. Melhor do que qualquer técnico. Se for realmente incentivada a contribuir, poderá fazer diferença nos rumos, ajudar a definir metas e, por se sentir participante, auxiliar no dia a dia, com muito mais empenho, para que as coisas deem certo. Falta, para isso, que os políticos passem a olhar o eleitor como alguém capaz de saber o que quer.

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