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terça-feira, 31 de maio de 2011

Presos na Operação Antissepsia serão indiciados por 3 crimes



As 21 pessoas presas durante a operação Antissepsia em Londrina serão indiciadas por corrupção, estelionato e formação de quadrilha. A primeira parte do inquérito policial foi encerrada hoje, e apresentada pelo delegado do Gaeco, Alan Flore. 

Durante as investigações, ficou comprovado que os Institutos Gálatas e Atlântico foram escolhidos por uma licitação dirigida. A escolha delas se deu no fim do ano passado, quando estourou o caso do Ciap, um outro instituto que desviou cerca de 10 milhões de reais dos cofres públicos de Londrina, e 300 milhões de outras prefeituras do país. Os institutos pagaram propinas para vários agentes públicos, em especial para o ex-procurador jurídico do município, Fidélis Canguçu, e a esposa Joelma. Ele recebeu 50 mil reais em dinheiro do Instituto Gálatas, e ela três mil reais e dois carros de alto padrão do Instituto Atlântico. E havia ainda mais um porcentual das verbas da prefeitura repassadas às oscips.

Os institutos recebiam entre 800 mil e um milhão e 300 mil reais por mês da prefeitura. A obrigação deles era devolver os recursos não utilizados nos tratamentos médicos. No entanto, eles fraudavam notas fiscais para justificar serviços não prestados. A primeira dama de Londrina, Ana Laura Barbosa, é investigada, por ter sido citada por um dos conselheiros de saúde de ser a real mentora do esquema. E o próprio prefeito, Barbosa Neto, também pode ser alvo de um inquérito, mas em outra esfera. Outro inquérito também será aberto, para apurar a participação do presidente da Companhia Municipal de Transporte e Urbanização, André Nadai. Na casa dele e no gabinete, a polícia apreendeu 29 mil reais em dinheiro. Das 21 pessoas indiciadas, apenas seis continuam presas. As outras foram liberadas por colaborar com as investigações. Ainda há duas pessoas foragidas

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