(1’35” / 373 Kb) – Os trabalhadores da saúde do estado de São Paulo realizam paralisação nesta quarta e quinta-feira (15 e 16). Eles pedem aumento salarial, reestruturação no plano de carreira e são contra o descaso do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em relação à categoria.
A principal reivindicação é de reajuste em 26% no valor total dos salários, que não são revistos desde 2004. A proposta apresentada pelo governo é de aumento de 1% a 4% no prêmio de incentivo, que é uma gratificação recebida por apenas uma parcela da categoria.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no estado de São Paulo (SindSaúde-SP), Benedito Augusto de Oliveira, a falta de políticas salariais do governo faz com que funcionários façam jornadas de trabalho de até 18h.
“Nós temos problemas seriíssimos em questões salariais e de estrutura na área da saúde, inclusive na assistência [aos pacientes]. Está todo mundo triplicando a jornada dentro do próprio [serviço de saúde] do estado para ver se consegue ter renda digna”.
Oliveira critica a postura do governo do PSDB na gestão dos serviços públicos de saúde que, segundo ele, segue a linha da privatização.
“A ideia desse governo é mercantilizar a saúde, ele não entende a saúde enquanto um projeto público. O governo do estado de São Paulo não respeita o SUS [Sistema Único de Saúde], ele entende que o SUS tem que ser privatizado”.
Os trabalhadores se reunirão em assembleia na sexta-feira (17), em frente à Secretaria de Saúde do estado de São Paulo. Eles irão avaliar a mobilização e decidir se entram em greve. Os trabalhadores da saúde de Minas Gerais também realizam paralisação e tem indicativo de greve para essa semana.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.
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