Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso atende 400 idosos em casa
em O Globo
O Programa Saúde da Família identificou que Maria Augusta Silva, de 101 anos, com dificuldades para caminhar, não precisaria ser internada para reabilitação se tivesse atendimento em casa. Desde 17 de maio, ela foi incluída no Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso (Padi), implantado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro em agosto do ano passado.
- Numa das visitas à dona Augusta, detectamos uma infecção urinária e conseguimos tratá-la. Os sintomas de doenças em idosos demoram a aparecer. Se a infecção da paciente não tivesse sido identificada a tempo, ela poderia acabar num hospital - explica a geriatra Lívia Coelho, que na semana passada esteve na casa da idosa, junto com os enfermeiros Nobuyuki Miyamoto e Midori Uchino.
O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, explica que, embora haja exceções, prioritariamente o Padi é voltado para pacientes já internados, a fim de desocupar leitos nos hospitais Miguel Couto, Souza Aguiar, Salgado Filho e Lourenço Jorge. Para serem incluídos no programa, necessariamente os pacientes precisam ter um responsável em casa, que pode ser um familiar ou um cuidador.
- Com o Padi aceleramos a alta hospitalar, liberamos leitos e os pacientes se expõem menos a riscos de infecções. Hoje, 400 idosos (com 60 anos ou mais) são atendidos pelo Padi. Esse número equivale, em leitos, a um hospital de grande porte. Temos um hospital novo que ninguém vê - diz Dohmann.
Segundo a Secretaria de Saúde, na Zona Sul o Padi atende 52 pacientes. Quase a metade, acrescenta o órgão, é de classe média: 23 desses idosos têm rendimento de quatro ou mais salários mínimos. Onze deles possuem renda de três salários mínimos.
O Padi conta com nove equipes multiprofissionas. Ao todo são 53 pessoas entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Entre os idosos atendidos pelo Padi, 61,3% são mulheres e 38,7% são homens. Desde o lançamento do programa, foram realizados cerca de 43 mil procedimentos (curativos e exames, entre outros serviços) nos idosos assistidos. Cada equipe atende de seis a oito idosos por dia e fica cerca de uma hora com os pacientes.
Dohmann explica que há prazo determinado para a prestação do atendimento em casa: em até 90 dias, o paciente tem alta do programa ou é internado. Os profissionais e a periodicidade das visitas e os profissionais variam conforme as necessidades dos pacientes.
No caso de dona Augusta, foram 15 visitas desde 17 de maio:- Nosso objetivo, agora, é convencer dona Augusta a usar um andador para que tenha mais mobilidade e melhor qualidade de vida. Com o andador, ela poderá ir ao corredor e até a portaria de seu prédio - ressalta a enfermeira Midori , coordenadora do Padi.
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