Páginas

terça-feira, 5 de junho de 2012

No Rodopiou: “Poesia Metamorfoseada em Cifrão” – Uma Curitiba terceirizada


A incompetência de gerir patrimônios públicos, principalmente os culturais, vem colocando em risco tudo o que já foi construído e tudo o que é patrimônio de todos, os colocando em mãos de quem, sem duvidas vai gerir melhor, mas vai tirar vantagens imensas de tudo isso.
Nas recentes noticias espalhadas por diversos meios de comunicação, principalmente a internet, a prefeitura vem sendo denunciada de diversos processos (feitos na surdina) para a tomada de decisões na capital, a mais recente é uma decisão que permite que espaços como a Pedreira Paulo Leminski, a Opera de Arame e o Parque Náutico sejam administrados pela iniciativa privada. Curitiba vem se mostrando especialista nisso, está tendo a maioria de seus espaços terceirizados tudo isso sendo reflexo de uma negligencia vindo por parte da gestão atual do município.
Algumas hipóteses podem ser levantadas: ou a prefeitura é incapaz e incompetente para administrar tal espaço, ou como estão em ano de eleição, precisam alugar a cidade antes que as urnas mostrem qual é a real situação da nossa capital. Eu pessoalmente acredito nas duas hipóteses. Acho que a prefeitura não entendeu a ironia da musica de Raul Seixas, e realmente levou a sério “Alugar o Brasil”, só que por enquanto é só Curitiba.
Uma prefeitura que utiliza muita verba para encharcar a cidade e mídias de publicidades burras, e acaba negligenciando pilares como Educação, Saúde, Esporte, e um dos mais importantes, a Cultura, precisa sentir a resposta disso.
Faço um convite para que esse ano, além de irmos as ruas mostrar nossa indignação, mostremos também nas urnas que estamos insatisfeitos, buscando encontrar a solução com uma nova realidade, escolhendo pessoas sensatas que sejam capazes de administrar bem o que é nosso.
Enfim, é complicado ver que uma prefeitura não consegue cumprir sua missão de administrar espaços que são riquíssimos e podem trazer muito mais vantagens para a cidade do que só o dinheiro que entra em caixa. A poesia não pode se metamorfosear em cifrão dessa forma.
Cedendo o espaço para a iniciativa privada dessa maneira, mesmo sabendo que ela tem meios bem mais eficazes de administrar as coisas, a prefeitura estará limitando e transformando a poesia, a musica, a arte como um todo, numa coisa cada vez mais feita para vender, e cada vez menos acessível.
E é com uma música do Teatro Mágico, dono do titulo desse artigo, que termino meu primeiro “Rodopiou” aqui no blog. Confere ai a musica que retrata muito como é a situação dos artistas e da arte como um todo na atualidade.
fotos: Geovanni C. De Luca e Margarita Sansone

Nenhum comentário:

Postar um comentário