Prefeito que não foi eleito disse ontem no horário eleitoral que "Curitiba atende a todos sem distinção".
Vejamos:
- Curitiba criou a sua própria versão do "Cartão SUS", que NÃO CONVERSA com o Cartão SUS nacional. Desta forma, criou o "cercadinho eletrônico virtual" que dificulta o acesso das pessoas "de fora".
- Curitiba tem as suas próprias centrais de regulação de leitos, consultas e exames. Evidentemente criadas e operadas pelo famigerado ICI. Estas centrais funcionam em paralelo com as centrais do estado.
- São verdadeiras caixas-pretas que afirmam (mas não comprovam) reservar 30% das vagas para os usuários de fora. Os servidores da saúde dos demais municípios sabem que não é bem assim...
- Todas as vezes que acontece um 'sururú' em alguma Unidade de Saúde 24 horas, os gestores do SUS-Curitiba correm para a TV e colocam a culpa das filas e da superlotação nos usuários "das outras cidades da Região Metropolitana".
- Esquecem-se que dar atendimento a seres humanos em situação de emergência é uma OBRIGAÇÃO legal e um ato de HUMANIDADE.
- Esquecem-se que boa parte dos recursos financeiros dos municípios da RMC está historicamente alocada no Fundo Municipal de Saúde de Curitiba.
- Esquecem-se que os governos federal e estadual historicamente investiram pesado em Curitiba, que recebeu instalações e equipamentos para atender TAMBÉM nossos irmãos de outras cidades.
- Para quem não lembra: Hospital de Clínicas, Osvaldo Cruz, Hospital do Trabalhador, Centros Regionais de Especialidades, Maternidade Vitor do Amaral, Hospital de Crianças Cezar Pernetta (atualmente englobado pelo Pequeno Príncipe), Centro Psiquiátrico Metropolitano...
A gestão do SUS em uma região tão amplamente povoada e CONURBADA como a Região Metropolitana de Curitiba não pode ficar restrita a um grupo que há décadas domina todas as ferramentas de controle e não democratiza a discussão.
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