Justiça manda Eternit pagar indenização de R$ 300 mil
Trabalhador foi presidente da Associação dos Expostos ao Amianto
no Globo
SÃO PAULO — Em abril de 2008, Aldo Vicentin, aos 66 anos, foi diagnosticado com mesotelioma, um tipo de câncer raro, causado na grande maioria das vezes, por exposição ao amianto. Ele havia trabalhado na fábrica da Eternit em Osasco (SP). Quatro anos após a sua morte, em julho de 2008, a Justiça do Trabalho de São Paulo mandou a Eternit pagar R$ 300 mil de indenização para a viúva Gizelia Gomes Vicentin.
Vicentin foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Expostos ao Amianto (Abrea). Ajudou a localizar ex-colegas de trabalho doentes e ficou na associação até pouco antes de morrer.
— Ele não imaginava que ficaria doente também. O câncer foi muito violento. Minha filha estava grávida quando houve o diagnóstico. Não deu tempo de ele conhecer a neta — lembrou Gizelia.
Ele trabalhou na área de almoxarifado na década de 1960. Como essa doença tem tempo de carência grande, ela só veio a se manifestar 40 anos depois. A Eternit, procurada, disse que não vai se pronunciar sobre a decisão judicial.
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