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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Em carta, sindicato pede dinheiro para ações contra Mais Médicos

na FSP

Carta enviada pelo SindMédico (Sindicato dos Médicos) do Distrito Federal aos profissionais cadastrados pede uma contribuição financeira mensal para a realização de "ações de esclarecimento à sociedade" sobre o programa Mais Médicos e os vetos à lei do Ato Médico.

"Contamos com sua colaboração para essa campanha em defesa da medicina, que nunca antes sofreu ataques como os que agora impõe o governo Dilma Rousseff", diz trecho da correspondência.

Enviada neste mês a médicos de Brasília, a carta pede uma colaboração voluntária de R$ 100 mensais e explica que a medida foi adotada em comum acordo com outras entidades da categoria.

Entidades médicas, locais e nacionais, criticam o programa Mais Médicos, que pretende levar profissionais brasileiros e estrangeiros ao interior do país e às periferias.

No caso dos formados no exterior, há dispensa da revalidação do diploma -em vez disso, será feita uma avaliação de três semanas das capacidades dos médicos.

FORMATO INDEFINIDO

"Você quer ser atendida por um cubano, que tem metade da jornada curricular de um médico brasileiro? A princípio, temos que falar com a população, mostrar qual é o risco que ela está correndo sendo atendida por quem não tem formação qualificada", afirma Gutemberg Fialho, presidente do sindicato.
Segundo Fialho, não está fechado o formato das ações propostas, que podem ser feitas também em outros Estados do país. "Não sei quanto vai ser arrecadado, não sei o que vai ser feito", afirma.

INSCRIÇÕES

Ontem o Ministério da Saúde abriu a segunda rodada de inscrições de médicos e cidades ao programa.

As cidades terão uma terceira chance de se inscrever no Mais Médicos no final do ano. Para os médicos, as inscrições serão mensais e por até três anos.

O primeiro ciclo selecionou 1.618 profissionais para atuarem em 579 cidades do país, o que atende a uma parte pequena das 15.460 vagas pedidas por 3.511 cidades.

Pelo menos dois médicos estão excluídos dos 1.618. Segundo a pasta, uma profissional sérvia foi suspensa após dúvidas sobre seu envolvimento com tráfico de drogas.

Apesar de ela ter apresentado um nada consta, a Polícia Federal foi acionada para investigar o caso -a inscrição será considerada após conclusão da análise.

Um outro médico, chileno, não apresentou os documentos solicitados pelo programa.

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