Ontem pela manhã aconteceu em Curitiba um convescote animado com a presença do ministro da saúde Alexandre Padilha, da ministra-chefe da Casa Civil Gleisi Hofmann e - representando o rapaz que ocupa, mas não exerce o cargo de governador - o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto.
Os ministros vieram aqui anunciar uma série de investimentos na área da saúde.
Segundo o site da PMC, foram assinados convênios para o repasse de R$ 50 milhões do governo federal para a área de saúde de Curitiba.
Ou seja: os ministros não ficaram apenas nos salamaleques, eles trouxeram o cheque.
Parte do cheque, no valor de R$ 30 milhões, será destinada para a construção do Hospital da Zona Norte.
A construção do Hospital Zona Norte será uma parceria envolvendo governo federal, estadual e Prefeitura de Curitiba. A construção, a gestão e a parte graúda do custeio da unidade serão da responsabilidade da prefeitura de Curitiba.
O governo do estado prestigiou o evento, não trouxe cheque nenhum, mas renovou as promessas de parceria e de boas intenções. Comprometeu-se novamente em repassar outros R$ 30 milhões para o Hospital da Zona Norte, o terreno situado em frente ao Detran (onde será construído o hospital), assim como "recursos de custeio"(*).
(*)"Recursos de Custeio" é uma expressão que - já faz algum tempo - tem causado suor e ranger de dentes na turma que transita pelo circuito Araucárias-Iguaçu. Na realidade, segundo o secretário Michele Caputo, “A intenção é incorporar o novo hospital ao programa HospSUS, que destina recursos de custeio e investimento para hospitais públicos e filantrópicos do Paraná”.
(*) A falta de "Recursos de Custeio" também fez com que os produtores de leite que fornecem o produto ao programa “Leite das Crianças”, do governo do Paraná, suspendessem a entrega de leite
Mas o que chama atenção a esta altura do campeonato, é o comportamento da imprensa chapa branca que circula com o crachá do Palácio Iguaçu escondido no bolso.
Quem lê as matérias da moçada acredita piamente que o Hospital Zona Norte vai ser uma realização do governo do estado.
Tem um deles que - em surto de megalomania - avaliou o terreno no Tarumã em "módicos" 50 milhões de reais.
Por este preço, dava pra comprar um hospital pronto e equipado e ainda sobrava uns trocados...
Mas, plagiando uma expressão muito em voga em um dos blogs chapa-branca, "assim caminha a humanidade".
Aguardemos os próximos movimentos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário