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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SGEP lança campanha em prol da saúde de moradores de rua na II EXPOGEP

Ação reconhece especificidades de saúde dessa população e quer garantir cidadania

no Portal da Saúde

Foi ao som de tambores, palmas e cânticos que o secretário interino da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS), André Bonifácio, fez o pré-lançamento da campanha “Saúde da População em Situação de Rua – um direito humano”. O evento aconteceu na Tenda Paulo Freire, espaço dedicado às discussões de educação popular em saúde e as interações lúdicas, como parte das atividades da II EXPOGEP. 

O pré-lançamento da campanha foi uma iniciativa do Departamento de Apoio à Gestão Estratégica e Participativa (DAGEP) e contou ainda com as presenças e reflexões de Rui Leandro Santos, coordenador de Educação Popular em Saúde, Fátima Marques, consultora técnica responsável pelo acompanhamento da área no DAGEP e a deputada federal Érika Kokay, do Distrito Federal, da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos. 

Segundo o secretário André Bonifácio, o lançamento dessa campanha é o reconhecimento das especificidades de saúde dessa população para garantir cidadania e visibilidade às condições de milhares de brasileiros que vivem nas ruas. 

A deputada Érica Kokay disse, na Tenda Paulo Freire, que os moradores em situação de rua precisam deixar de ser vistos como objetos no Brasil. Ela acrescentou que as políticas públicas de saúde são pioneiras na medida em que “transbordam” suas pautas e reafirmam a efetividade das políticas públicas pelo seu caráter transversal. “É preciso humanizar esse segmento desumanizado”, disse. 

A Política de Saúde da População em Situação de Rua é uma ferramenta que garante cidadania e resgata pessoas de condições sanitárias que extrapolam o adoecimento físico. É o que afirmou Fátima Marques: “Pessoas que não estão bem afetivamente, psicologicamente, que não têm realização profissional garantida ou vínculos familiares estabelecidos são pessoas doentes também, numa concepção de determinantes de saúde que ultrapassam o adoecimento físico. E essa é uma realidade muito comum à população que vive nas ruas e precisamos resgatá-las. Pessoas que sofrem de adoecimento não caminham”.

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