Alegrem-se, retardados mentais, sádicos, masoquistas e cínicos, o tratador acaba de abrir a porta da jaula para lhes dar sua ração anual de lixo perfumado.
Vai começar o retrato mais nítido do apocalipse, o Big Brother Brasil 10.
Desta vez, os gênios televisivos capricharam e queimaram seu único neurônio tetraplégico até ele virar cinza para descobrir um meio de tornar esse circo de horrores ainda pior que o do ano passado.
Garimparam muito entre as milhares de fitas enviadas por boçais que sonham ganhar R$ 1 milhão e conseguiram montar um time que promete se engalfinhar, aceitar sessões de tortura e pagar toda a sorte de micos diante das câmeras. Pelo que li (afinal, a nova versão da carnificina mental e espiritual é assuno em todos os jornais) vai ter uma lésbica assumida, uma drag queen e uma policial militar no grupo de jovens saradões. Todos trancados numa casa cenográfica durante três meses.
Uau! Satanás deve estar se mordendo de inveja e imaginando com seu advogado um jeito de cobrar royalties da emissora, porque isso não é coisa que se faça com um ferrabrás que vem inspirando com tanto esmero roteiristas e produtores há anos sem cobrar nada.
Os órfãos do Coliseu lambem os beiços. Mal podem esperar pela estréia, quando aqueles infelizes vão ser torturados sem dó. Quem sabe este ano colocam um dos incautos numa jaula com um leão. Vai ser o máximo!!!!
E não se esqueçam de chamar suas crianças para assistir, porque a fábrica de doentes mentais não pode parar!
Vai começar o retrato mais nítido do apocalipse, o Big Brother Brasil 10.
Desta vez, os gênios televisivos capricharam e queimaram seu único neurônio tetraplégico até ele virar cinza para descobrir um meio de tornar esse circo de horrores ainda pior que o do ano passado.
Garimparam muito entre as milhares de fitas enviadas por boçais que sonham ganhar R$ 1 milhão e conseguiram montar um time que promete se engalfinhar, aceitar sessões de tortura e pagar toda a sorte de micos diante das câmeras. Pelo que li (afinal, a nova versão da carnificina mental e espiritual é assuno em todos os jornais) vai ter uma lésbica assumida, uma drag queen e uma policial militar no grupo de jovens saradões. Todos trancados numa casa cenográfica durante três meses.
Uau! Satanás deve estar se mordendo de inveja e imaginando com seu advogado um jeito de cobrar royalties da emissora, porque isso não é coisa que se faça com um ferrabrás que vem inspirando com tanto esmero roteiristas e produtores há anos sem cobrar nada.
Os órfãos do Coliseu lambem os beiços. Mal podem esperar pela estréia, quando aqueles infelizes vão ser torturados sem dó. Quem sabe este ano colocam um dos incautos numa jaula com um leão. Vai ser o máximo!!!!
E não se esqueçam de chamar suas crianças para assistir, porque a fábrica de doentes mentais não pode parar!
Resposta a um defensor do Big Brother
Recebi a seguinte mensagem a respeito do post publicado sobre o Big Brother Brasil 10:
"Marcelo Migliaccio, pior do que o BBB é ler seu artigo nitidamente preconceituoso, sem rigor intelectual. Seria melhor você mostrar as vantagens e as desvantagens do BBB para esclarecer seus leitores. Mas você optou pelo desprezo aos trabalhos de outras pessoas. Aproveitou também para ofender participantes do BBB que você não conhece. Mostrou ainda sua homofobia contra alguns dos participantes.
Seu texto só é coerente no seguinte: por ser um texto condenatório, você faz referência a Satanás. Nisso você mostrou seu lado tenebroso e medieval.
Para quem desconhece, o BBB é feito por diversas pessoas. A moça do cafezinho, o faxineiro, os maquiadores, os câmeras, o diretor geral, cozinheiras, seguranças, etc. Há muita gente trabalhando dignamente para realizar o BBB. Além dos trabalhadores diretos, há empresas grandes que patrocinam o BBB e que são movidas por braços de trabalhadores dignos e prestantes. Vem um tal de Marcelo preconceituoso e diz que o trabalho desse grupo é merda. É muita falta de respeito.
Marcelo, se não tem nada de bom a dizer a respeito de alguém ou de algo, melhor é ficar calado. Se tiver que escrever negativamente a respeito do trabalho de alguém, fale do trabalho, não menospreze pessoas.
Quanto ao conteúdo do BBB, o que você apresentou neste artigo de hoje não pode ser classificado de coisa boa. Seu texto é pura baixaria, é puro preconceito, é pura homofobia. No que você é melhor, Marcelo?
Quanto ao efeito alienante ou lobotômico do BBB, ele não é diferente dos obtidos no campeonato de futebol no Brasil e no mundo. Afinal, numa partida, são noventa minutos de homens correndo atrás de uma bola e metendo entre três paus. Esse correr atrás de bola traz algum benefício intelectual a você, Marcelo? Qual é o efeito intelectual para os torcedores do jogo? Você pode explicar?
Seu texto só tem um benefício: é um respaldo - facilmente refutável - para mentes preconceituosas contra o BBB que não querem ter o trabalho de pensar um pouco.
Marcelo Migliaccio, quando não tiver algo prestante a dizer, ceda seu espaço para outro blogueiro do JB. Dessa forma, você não queima seu nome, nem o jornal apresenta um texto tão ruim e preconceituoso."
Bom, acho que devo responder ao internauta que assina como Frederico.
Ele diz que meu artigo é preconceituoso. Não tive preconceito algum contra o Big Brother, primeiro me preocupei em assistir a uma das edições integralmente. Comprei o pay-per-view daquela edição vencida pelo Kléber Bambam, lembram-se? Portanto, não sou adepto do "não vi e não gostei". Eu vi e não gostei.
Não gostei porque aquilo nada mais é do que confinar pessoas deseperadas por fama e dinheiro para que delas aflore o que o ser humano tem de pior. Intriga, falsidade, inveja, mentira, dissimulação. É isso que surge numa casa em que um grupo é mantido sob estresse constante e em disputa por um prêmio em dinheiro. Lembra-me aquelas experiências com ratos de laboratório, ou, pior, o que o carrasco nazista Joseph Mengele fazia com suas cobaias para testar a resistência da sanidade humana.
Portanto, não critico com preconceito, estabeleci meu conceito após assistir a isso que chamam "programa de TV".
O leitor também me chama de homofóbico apenas porque eu relatei que vão participar do programa uma lésbica assumida e uma drag queen. Isso não é novidade, está em todos os jornais. Só acho que essas pessoas foram escaladas para provocar mais polêmica, além de atiçar o voyeurismo do telespectador, que tem vergonha de ficar encarando lésbicas e drags nas ruas, mas não vai tirar os olhos da TV para ver como se portam diante das câmeras. A sociedade é majoritariamente homofóbica e o BBB se aproveita disso visivelmente.
Quanto à alegada "falta de rigor intelectual" do meu artigo, lamento não estar à altura de uma mente tão brilhante. Brilhante a ponto de se deleitar com o Big Brother Brasil.
O sr. Frederico também diz que o BBB é feito por profissionais que trabalham dignamente, como a "moça do cafezinho, o diretor geral", enfim, esses briosos funcionários que as câmeras não mostram, porque o circo dos horrores já rende audiência o bastante. Sobre isso, quero dizer apenas que qualquer campo de concentração nazista tinha "cozinheiro", "seguranças" e até um "diretor geral", que usava um bigodinho, lembram?
E esse defensor do Big Brother (não me espantaria se fosse alguém diretamente envolvido na produção) também usa como argumento o fato de empresas grandes patrocinarem o programa. Bom, o João Kléber também tinha muitos anunciantes até ser banido da TV brasileira de tanta baixaria que aprontou. Luciana Gimenez tem bons patrocinadores, assim como o Ratinho...
O sr. Frederico, ou seja lá como se chame de verdade, diz que se não tenho nada de bom a dizer do BBB deveria ficar calado. Isso é censura, quem coloca a cara na TV, fazendo o que bem entende, está sujeito a ouvir a opinião de quem assiste. E eu, infelizmente, assisti a um Big Brother para saber do que se tratava.
Não menosprezei pessoas, como ele afirma, quem menospreza pessoas, no caso os infelizes participantes do programa, são os produtores, apresentadores e diretores deste lamentável retrato de um tempo em que o ser humano não vale mais nada diante das planilhas de índices de audiência.
Em seguida, o leitor compara o BBB a um jogo de futebol, dizendo que os dois são alienantes. Não, meu caro, qualquer um que conheça um pouco do esporte mais popular do planeta sabe que ele é uma fascinante metáfora da vida. Dentro de um campo de futebol, você conhece o vencedor, o perdedor, o enganador. Já com esses reality shows dá-se exatamente o oposto: tudo ali é fake, as pessoas não se revelam, as situações são fabricadas com requintes de crueldade pelos roteiristas para que o espetáculo esquizofrênico seja o mais atrativo possível a quem quer ver o circo pegar fogo e as pessoas em maus lençóis.
O leitor diz que meu texto anterior é "pura baixaria". E colocar diante das câmeras pessoas bêbadas fazendo sexo debaixo de edredons, o que é?
Tudo no BBB, da decoração dos quartos às provas, dos castigos aos prêmios, é feito para levar aquelas pessoas ao esgotamento físico e mental, na esperança de que haja cada vez mais atrito entre elas.
Trata-se de uma das maiores crueldades da história da humanidade, comparável, repito, aos homens devorados por leões nas arenas da Idade Média.
E o leitor diz que eu é que sou "medieval" por ter citado Satanás...
Quanto à sugestão do sr. Frederico para que eu ceda esse espaço ao outro blogueiro (que, com sorte, vai engrossar o coro dos que falam bem dessa ignomínia chamada BBB), isso um dia vai acabar acontecendo.
Porque na vida tudo passa.
Inclusive o BBB.
"Marcelo Migliaccio, pior do que o BBB é ler seu artigo nitidamente preconceituoso, sem rigor intelectual. Seria melhor você mostrar as vantagens e as desvantagens do BBB para esclarecer seus leitores. Mas você optou pelo desprezo aos trabalhos de outras pessoas. Aproveitou também para ofender participantes do BBB que você não conhece. Mostrou ainda sua homofobia contra alguns dos participantes.
Seu texto só é coerente no seguinte: por ser um texto condenatório, você faz referência a Satanás. Nisso você mostrou seu lado tenebroso e medieval.
Para quem desconhece, o BBB é feito por diversas pessoas. A moça do cafezinho, o faxineiro, os maquiadores, os câmeras, o diretor geral, cozinheiras, seguranças, etc. Há muita gente trabalhando dignamente para realizar o BBB. Além dos trabalhadores diretos, há empresas grandes que patrocinam o BBB e que são movidas por braços de trabalhadores dignos e prestantes. Vem um tal de Marcelo preconceituoso e diz que o trabalho desse grupo é merda. É muita falta de respeito.
Marcelo, se não tem nada de bom a dizer a respeito de alguém ou de algo, melhor é ficar calado. Se tiver que escrever negativamente a respeito do trabalho de alguém, fale do trabalho, não menospreze pessoas.
Quanto ao conteúdo do BBB, o que você apresentou neste artigo de hoje não pode ser classificado de coisa boa. Seu texto é pura baixaria, é puro preconceito, é pura homofobia. No que você é melhor, Marcelo?
Quanto ao efeito alienante ou lobotômico do BBB, ele não é diferente dos obtidos no campeonato de futebol no Brasil e no mundo. Afinal, numa partida, são noventa minutos de homens correndo atrás de uma bola e metendo entre três paus. Esse correr atrás de bola traz algum benefício intelectual a você, Marcelo? Qual é o efeito intelectual para os torcedores do jogo? Você pode explicar?
Seu texto só tem um benefício: é um respaldo - facilmente refutável - para mentes preconceituosas contra o BBB que não querem ter o trabalho de pensar um pouco.
Marcelo Migliaccio, quando não tiver algo prestante a dizer, ceda seu espaço para outro blogueiro do JB. Dessa forma, você não queima seu nome, nem o jornal apresenta um texto tão ruim e preconceituoso."
Bom, acho que devo responder ao internauta que assina como Frederico.
Ele diz que meu artigo é preconceituoso. Não tive preconceito algum contra o Big Brother, primeiro me preocupei em assistir a uma das edições integralmente. Comprei o pay-per-view daquela edição vencida pelo Kléber Bambam, lembram-se? Portanto, não sou adepto do "não vi e não gostei". Eu vi e não gostei.
Não gostei porque aquilo nada mais é do que confinar pessoas deseperadas por fama e dinheiro para que delas aflore o que o ser humano tem de pior. Intriga, falsidade, inveja, mentira, dissimulação. É isso que surge numa casa em que um grupo é mantido sob estresse constante e em disputa por um prêmio em dinheiro. Lembra-me aquelas experiências com ratos de laboratório, ou, pior, o que o carrasco nazista Joseph Mengele fazia com suas cobaias para testar a resistência da sanidade humana.
Portanto, não critico com preconceito, estabeleci meu conceito após assistir a isso que chamam "programa de TV".
O leitor também me chama de homofóbico apenas porque eu relatei que vão participar do programa uma lésbica assumida e uma drag queen. Isso não é novidade, está em todos os jornais. Só acho que essas pessoas foram escaladas para provocar mais polêmica, além de atiçar o voyeurismo do telespectador, que tem vergonha de ficar encarando lésbicas e drags nas ruas, mas não vai tirar os olhos da TV para ver como se portam diante das câmeras. A sociedade é majoritariamente homofóbica e o BBB se aproveita disso visivelmente.
Quanto à alegada "falta de rigor intelectual" do meu artigo, lamento não estar à altura de uma mente tão brilhante. Brilhante a ponto de se deleitar com o Big Brother Brasil.
O sr. Frederico também diz que o BBB é feito por profissionais que trabalham dignamente, como a "moça do cafezinho, o diretor geral", enfim, esses briosos funcionários que as câmeras não mostram, porque o circo dos horrores já rende audiência o bastante. Sobre isso, quero dizer apenas que qualquer campo de concentração nazista tinha "cozinheiro", "seguranças" e até um "diretor geral", que usava um bigodinho, lembram?
E esse defensor do Big Brother (não me espantaria se fosse alguém diretamente envolvido na produção) também usa como argumento o fato de empresas grandes patrocinarem o programa. Bom, o João Kléber também tinha muitos anunciantes até ser banido da TV brasileira de tanta baixaria que aprontou. Luciana Gimenez tem bons patrocinadores, assim como o Ratinho...
O sr. Frederico, ou seja lá como se chame de verdade, diz que se não tenho nada de bom a dizer do BBB deveria ficar calado. Isso é censura, quem coloca a cara na TV, fazendo o que bem entende, está sujeito a ouvir a opinião de quem assiste. E eu, infelizmente, assisti a um Big Brother para saber do que se tratava.
Não menosprezei pessoas, como ele afirma, quem menospreza pessoas, no caso os infelizes participantes do programa, são os produtores, apresentadores e diretores deste lamentável retrato de um tempo em que o ser humano não vale mais nada diante das planilhas de índices de audiência.
Em seguida, o leitor compara o BBB a um jogo de futebol, dizendo que os dois são alienantes. Não, meu caro, qualquer um que conheça um pouco do esporte mais popular do planeta sabe que ele é uma fascinante metáfora da vida. Dentro de um campo de futebol, você conhece o vencedor, o perdedor, o enganador. Já com esses reality shows dá-se exatamente o oposto: tudo ali é fake, as pessoas não se revelam, as situações são fabricadas com requintes de crueldade pelos roteiristas para que o espetáculo esquizofrênico seja o mais atrativo possível a quem quer ver o circo pegar fogo e as pessoas em maus lençóis.
O leitor diz que meu texto anterior é "pura baixaria". E colocar diante das câmeras pessoas bêbadas fazendo sexo debaixo de edredons, o que é?
Tudo no BBB, da decoração dos quartos às provas, dos castigos aos prêmios, é feito para levar aquelas pessoas ao esgotamento físico e mental, na esperança de que haja cada vez mais atrito entre elas.
Trata-se de uma das maiores crueldades da história da humanidade, comparável, repito, aos homens devorados por leões nas arenas da Idade Média.
E o leitor diz que eu é que sou "medieval" por ter citado Satanás...
Quanto à sugestão do sr. Frederico para que eu ceda esse espaço ao outro blogueiro (que, com sorte, vai engrossar o coro dos que falam bem dessa ignomínia chamada BBB), isso um dia vai acabar acontecendo.
Porque na vida tudo passa.
Inclusive o BBB.
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