no Correio do Brasil
Nova York – Um projeto de lei da Austrália, que pretende criar uma embalagem única para os cigarros, está sendo discutido na Organização Mundial do Comércio (OMC) . Pelo proposta, todos os produtos de tabaco passariam a ter a mesma embalagem, sem nenhum tipo de logomarca.
Os fabricantes seriam identificados da mesma forma, e todas as embalagens conteriam imagens fortes de advertência. O debate ocorreu na terça-feira (7), na sede da OMC, em Genebra.
Marcas
Alguns dos países que são contra o projeto defendem que a iniciativa é uma “violação aos direitos de marcas.” A República Dominicana se opôs ao projeto, afirmando que a lei proposta infringe o Tratado de Propriedade Intelectual da OMC.
O país disse reconhecer o direito de outras nações de proteger a saúde, mas alegou que o projeto seria prejudicial aos produtores de tabaco em regiões economicamente vulneráveis.
Países como Honduras, Nicarágua, Filipinas, Zâmbia e México apoiaram a posição da República Dominicana.
Brasil
O Brasil, a Índia e Cuba são da opinião de que os países têm a liberdade de implementar políticas de saúde pública, sem que o direito a propriedade intelectual sirva como obstáculo.
Ao mesmo tempo, Brasil, Chile, Equador e China descreveram o assunto como complexo, alegando que a questão precisa ser “balanceada e examinada em detalhes.”
Para outros membros da OMC como Nova Zelândia, Uruguai e Noruega, o projeto australiano é justificável.
Campanha
A Austrália afirma que o projeto é o próximo passo disponível na campanha contra o tabagismo. Para o país, impostos mais altos sobre o produto e a possibilidade de usar uma embalagem mais dificil de falsificar pode ajudar a reduzir o consumo dos cigarros e o contrabando.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco matará somente neste ano cerca de 6 milhões de pessoas, 10% das vítimas serão fumantes passivos.
Fonte: Rádio ONU
COMENTÁRIO: Bacana!!! Quer dizer então que o "direito de marca" precede o DIREITO a saúde??? Legal!!!
Imagine só quando a gente começar a discutir fabricação e comercialização de armas de ataque "cirúrgico" a população civil!
Prá mim são vertentes da mesma sacanagem...
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