sábado, 18 de fevereiro de 2012

ONU cobra Brasil por mortes em abortos de risco


Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo



GENEBRA - O governo de Dilma Rousseff foi colocado nesta sexta-feira, 17, contra a parede pelos peritos da ONU, que acusam o Executivo de falta de ação sobre a morte de 200 mil mulheres por ano por conta de abortos inseguros e pedem que o País supere suas diferenças políticas e de opinião para salvar essas vítimas.



A entidade realizou seu exame sobre a situação das mulheres no Brasil e não poupou críticas ao governo. "O que é que vocês vão fazer com esse problema político enorme que tem?", cobrou durante a plenária a perita suíça Patricia Schulz.



Para os especialistas da ONU, a criminalização do aborto está ligada à alta taxa de mortes por ano.



Durante a 51.ª sessão do Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulheres, em Genebra, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, em suas cinco horas de debates não concedeu mais de dois minutos para tratar do assunto. Um dia antes da reunião, ela disse que não abria mão de suas convicções pessoais em relação ao aborto mas garantiu que apresentaria à ONU as "diretrizes do governo".



A ministra admitiu que o aborto está entre as cinco principais causas de mortes de mulheres no País, enquanto uma representante do Ministério da Saúde indicou que existem em funcionamento 60 serviços credenciados para realizar abortos dentro da lei e que essa rede será ampliada.



A resposta não convenceu os especialistas, que apontam que a divisão na sociedade brasileira sobre como tratar o assunto não pode ser motivo para permitir que as mortes continuem ocorrendo.



E insistiram que o Estado precisa fazer algo."As mulheres vão abortar essa é a realidade", disse Magaly Arocha, uma das peritas. "O comitê da ONU não pode defender o aborto. Mas queremos que o Estado garanta que mulheres possam velar por suas vidas." Pressionada, a ministra limitou- se a dizer que o tema não era do governo. "Essa é uma questão que não diz respeito ao Executivo, mas sim ao Congresso. Há um projeto de lei em tramitação e sabemos da responsabilidade de prevenir mortes femininas e maternas", disse Eleonora. A tentativa de jogar a responsabilidade para o Congresso não foi bem recebida. "O que queremos saber é a posição do Estado brasileiro, que é quem está sendo avaliado", cobrou Magaly.



Outra crítica levantada pela ONU foi em relação ao Estatuto do Nascituro,que tramita na Câmara.


"Uma mulher não pode ser apenas o barco onde o feto cresce. Não se pode dar total prioridade ao bebê e deixar de lado a saúde da mulher", disse Patricia. "Se o Congresso aprovar isso, lamentavelmente estaremos fazendo um tremendo retrocesso nos direitos reprodutivos", concordou Magaly. Mais uma vez, Eleonora optou por uma resposta vaga. "O projeto do Estatuto não saiu da secretaria. Saiu do Parlamento."

JUSTIÇA QUESTIONA PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE EM BH



Desde que tomou posse, o Prefeito Márcio Lacerda ficou conhecido pela população de Belo Horizonte, como homem que mantém fortes ligações com setor empresarial. Durante os 3 anos  a frente do governo foi denunciado diversas vezes por colocar o patrimônio público a serviço de grupos do setor privado.

Entre as propostas para passar o dinheiro publico para os empresários, destaca-se as PPPs nas áreas da saúde e educação. Sob o argumento que precisa construir e melhorar os serviços de saúde, estes serviços serão repassados para exploração do setor privado e este será muito bem pago. A previsão é que o esquema das PPPs receberá mais de 2 bilhões dos cofres públicos nos próximos anos.

Para viabilizar as PPPs na saúde, o prefeito teve que apresentar o projeto no Conselho Municipal de Saúde e também na Câmara Municipal. Com os vereadores o negocio foi fácil, pois grande parte deles também tem relações privilegiadas com o setor privado. No Conselho Municipal de Saúde, houve intensa discussão contra as PPPs, mas ao final foram aprovadas duas resoluções de número 292/2011 e 307/2011, que estabeleceram condições para o funcionamento das PPPs. Entre estas condições: de que as ações de saúde continuariam sendo prestados pelo setor público e que tudo deveria ser feito de acordo as leis federais e estaduais.

Logo nas primeiras medidas para implantar as PPPs na área da saúde, apareceram os cambalachos e indícios de negócios obscuros na proposta de licitação. Diante dos fatos, membros do Fórum em Defesa da Saúde e Sindicatos, decidiram denunciar a situação à Justiça.

Em uma ação rápida, o Promotor de Justiça decidiu impugnar a licitação numero 008 de implantação de  PPPs, pois a mesma estava em desacordo com as deliberações do Conselho Municipal de Saúde e com as leis federais.

Diante da impugnação a prefeitura tenta manipular as reuniões do Conselho de Saúde, pressionando também os conselheiros para que aceitem novas regras para as PPPs e assim façam a vontade do governo Márcio Lacerda e seus amigos empresários.

O Fórum em Defesa da Saúde e várias entidades, por ocasião da Conferencia Municipal de Saúde, se posicionaram contra as PPPs, pois sabiam que o objetivo da prefeitura era privatizar os serviços de saúde e como conseqüência deixar a população desamparada depois de alguns anos.  A Conferência Nacional de Saúde realizada recentemente em Brasília com centenas de usuários da saúde também se posicionou contra as PPPs na  área saúde.

Convidamos a população a participar da luta contra a privatização da saúde em Belo Horizonte, e exigir dos governantes melhorias e ampliação dos serviços prestados nos centros de saúde, policlínicas e hospitais. É preciso reagir contra a entrega do dinheiro dos impostos que pagamos para aqueles que querem obter lucro com a nossa saúde.

A prefeitura precisa respeitar a população. As obras do Orçamento Participativo devem  ser realizadas imediatamente, concursos públicos são necessários para que o atendimento nas unidades de saúde possam ser mais dignos.

Todos merecem uma saúde de qualidade!

PM tucana é covarde


Enquanto isso, a cúpula tucana recebe seus "mandamentos"

via FB do David Machado

O Sinhozinho Magno Malta classificou o Gilberto Carvalho como "safado"...




Prá mim, safadeza é se aproveitar da fé dos outros para faturar dinheiro sujo

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Profª Josete pede informações sobre terceirizações de terminais de ônibus e leitos e falhas em prontuário eletrônico


Professora Josete cobra informações sobre terceirização de manutenção de terminais de ônibus
Em meio à greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Curitiba, os vereadores aprovaram nesta terça (14) um pedido de informações da vereadora Professora Josete (PT) sobre a terceirização da manutenção dos terminais de ônibus. Ela aponta irregularidades no edital de licitação que aumenta para R$ 48,8 milhões os gastos com serviços de manutenção e vigilância nos 22 terminais da cidade.
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Mandato também pede informações sobre leitos e falhas em prontuário eletrônico
A Prefeitura de Curitiba tem 15 dias, prorrogáveis por mais 15, para se pronunciar oficialmente a respeito das falhas apresentadas pelo Sistema de Prontuário Eletrônico implantado nas unidades de saúde de Curitiba e sobre a falta de leitos em prontos socorros na capital. Nesta terça-feira (14), dois pedidos de informação do mandato sobre esses temas foram aprovados na Câmara.
Saiba mais.
Nota de solidariedade aos excluídos das 30 horas da Saúde
Nesta semana, foi suspensa a greve dos trabalhadores da Saúde excluídos do Projeto que concedeu a 88% dos servidores da área a jornada de 30 horas semanais (Lei 13.902/2011, aprovada em dezembro do ano passado). Durante as votações, nosso mandato fez o debate e lançou mão de todos os dispositivos possíveis para incluí-los no projeto, pois consideramos que, além de justa, essa é uma ação que só trará benefícios aos serviços de Saúde. Leia a íntegra da nota na página do mandato.
Justiça manda Urbs reintegrar funcionário que denunciou diretora de Trânsito
A 5ª Vara do Trabalho de Curitiba concedeu uma tutela antecipada reintegrando o funcionário da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Francisco Augusto dos Santos, que havia sido demitido em setembro de 2011 porque organizou um abaixo-assinado denunciando ao prefeito Luciano Ducci (PSB) a diretora de Trânsito, Rosangela Batisttela, de cometer irregularidades.
Saiba mais.
Bancadas do PT, PMDB E PV defendem o afastamento definitivo do vereador Joao Claudio Derosso
Tomados de surpresa com a apresentação de novo pedido de licença da Presidência da Casa, feito pelo vereador Derosso na sessão desta tarde, vimos a público registrar:

1. Entendemos não haver embasamento legal e/ou regimental que justifique um novo pedido de licença por 90 dias da presidência;
2. A aceitação do novo pedido é de inteira responsabilidade dos vereadores que compõem a base de apoio ao prefeito Luciano Ducci;
3. As bancadas supra citadas ratificam o posicionamento do relatório paralelo da CPI responsabilizando o presidente Derosso pelas irregularidades nos contratos de publicidade e pedindo o seu afastamento definitivo da cargo de Presidente da Câmara Municipal de Curitiba;
4. Dessa forma, informamos que iremos protocolar requerimento solicitando ao plenário da Casa a realização de imediata eleição para escolha de novo presidente, para cumprir um "mandato tampão" até o final da presente legislatura.
www.professorajosete.com.br | professora.josete@cmc.gov.br

Esclarecimento do Ministério da Saúde à nota do Cláudio Humberto nesta sexta.


Em relação à nota publicada nesta sexta-feira na página do colunista Cláudio Humberto (http://www.claudiohumberto.com.br/principal/) , o Ministério da Saúde esclarece que:

Inicialmente, sequer houve a participação da empresa FIAT do Brasil no pregão eletrônico 02/2012, que encerrou na manhã desta sexta-feira (17), a cotação de preços para a compra de 1.000 ambulâncias do SAMU 192, destinadas à renovação da frota em todo o país.

Cabe esclarecer que não houve qualquer alteração no edital nº 04/2012 para compra de ambulâncias do SAMU 192. O edital foi publicado pelo Ministério da Saúde em 06/02/2012 e está plenamente de acordo com a lei.

Quantos à referência ao ano do veículo, o edital determina que seja "zero km, modelo do ano da entrega ou do ano posterior, adaptado para ambulância".  O fato de não haver citação ao modelo do veículo não implica na legalidade do processo.

Quanto às normas de segurança, informamos que os veículos ofertados deverão estar em estrita compatibilidade às resoluções e legislações em vigor – neste caso a Resolução n.º 403 do Conama, cuja vigência da exigência em questão decorre a partir de 01/01/2012.

Todos os licitantes apresentaram propostas referentes a produtos que seguem integralmente as normas que regem o setor automotivo, sendo dispensável a citação no edital das centenas de normas emitidas pelo setor, assim como às leis e demais normas emitidas pelos órgãos públicos reguladores de matérias afetas à área automotiva inerente ao objeto licitado.

Questão de gênero


A picture of the witness table at the GOP hearing right now on birth control for women 

Na foto a mesa de depoentes na audiência do congresso americano sobre as normas de contracepção para mulheres.
As mulheres não apareceram provavelmente por estar em casa preparando uma saborosa refeição para recepcionar os garbosos cavalheiros (isto antes de lavar as suas cuecas)

From Left to Rt: Man who invented wheel; Man who invented fire; Man who 1st ate meat; Man who did Cave Art; Token Man
(via Michael Moore - @MMFlint)

Vida moderna


Após Ficha Limpa, movimentos querem eleições sem verba privada


Supremo Tribunal Federal valida lei que veta candidatura de pessoas com condenação judicial ou política. Nova regra já valerá para eleições municipais de outubro. Para movimentos sociais, próximo passo para melhorar política é proibir doação de empresas para campanhas eleitorais. Entidades vão colher assinaturas para projeto popular que cria financiamento público.

Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda nem tinha concluído o julgamento que garantiu a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições municipais deste ano, por 7 votos a 4, nesta quinta-feira (16), e os movimentos de combate à corrupção e pela ética na política já anunciavam a próxima luta prioritária: reforma política com financiamento público de campanha.

“Já estamos colhendo assinaturas para um novo projeto de lei de iniciativa popular que assegure o financiamento público de campanha, para que os candidatos vocacionados tenham igualdade de oportunidade com os que têm acesso aos recursos financeiros”, afirmou a diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Jovita José Rosa. 

Segundo ela, é preciso aproveitar esse movimento de grande mobilização e festa em torno da vitória da Ficha Limpa para avançar ainda mais na moralização da política brasileira. “A declaração da constitucionalidade da lei mostra que, quando a sociedade se une, ela consegue mudar a realidade”, disse Jovita, explicando que a mobilização para colher as assinaturas necessárias para a nova lei será intensificada.

Na verdade, os movimentos também tinham a esperança de que o projeto de lei de reforma política que tramita na Câmara, sob relatoria do deputado Henrique Fontana (PT-RS), pudesse vingar. Entretanto, apesar da pressão dos movimentos sociais e dos esforços pessoais do relator, não houve acordo para que o projeto, que acaba com doações privadas, sequer fosse votado.

O advogado Marcelo Lavenere, da Comissão Brasileira Justiça e Paz da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reforça a importância do financiamento público de campanha e propõe também a extensão do critérios da Ficha Limpa para todos os ocupantes de função pública. 

“Nossa luta não termina aqui. Vamos propor outras medidas, como a extensão das exigências da Lei da Ficha Limpa para todos os ocupantes de funções públicas e o financiamento público das campanhas, que deixarão de ser feitas com dinheiro de empresas que, depois da eleição, vão cobrar, em favores, os candidatos que ajudaram a eleger”, disse. 

Lavenere revela que a extensão da Ficha Limpa a todo e qualquer ocupante de cargo público começou a crescer durante o julgamento da Lei. “Vamos lançar uma campanha para que todos os candidatos a prefeito, que já serão fichas limpa, se comprometam a contratarem um staff formado apenas por cidadãos não condenados pela Justiça. E com o tempo vamos estendendo a prática para governos estaduais, federal, legislativo e judiciário. Isso será uma outra revolução na política brasileira”.

Ficha Limpa em vigor
Dois anos após a Ficha Limpa ser sancionada, o STF determinou sua constitucionalidade, em um julgamento iniciado em novembro.

A lei impõe várias barreiras a quem quer se candidatar. O interessado não pode ter sido condenado por crimes comuns em tribunal que tomou decisão coletiva (de um juiz sozinho não vale), ainda que recorra a uma corte superior. Não pode ter sido cassado – seja presidente, governador, prefeito, parlamentar -, nem condenado na Justiça Eleitoral por comprar voto ou abusar do poder econômico. Em todos os casos, a candidatura fica proibida enquanto durar a pena.

A última etapa do julgamento começou com os voto dos ministros Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto que votaram integralmente a favor da constitucionalidade da lei. 

Lewandowski lembrou que a Ficha Limpa surgiu da iniciativa popular, foi proposta por mais de 1,5 milhões de eleitores, recebeu apoios de igual número de pessoas, formalizados pela internet, foi aprovada por unanimidade por 513 deputados e 81 senadores e sancionada sem nenhum veto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Todas as opções legislativas foram feitas de forma consciente, bem dosada”, justificou.

“Uma pessoa que desfila por toda a passarela do Código Penal pode ser apresentar como candidato? Candidato vem de cândido, de puro”, lembrou Britto. Ele avaliou que a Ficha Limpa vai ao encontro de outras duas matérias julgadas pelo tribunal este ano, que representam não só o endurecimento da legislação, mas uma verdadeira mudança de cultural no país. 

São elas a lei Maria da Penha, que, segundo o ministro, “se propõe a excomungar o patriarcalismo”, e o reconhecimento do poder do CNJ de investigar juízes, que, nas palavras dele, “ataca a cultura do biombo”. Para Britto, a Ficha Limpa “implantará no país a qualidade da vida política”.

O ministro Gilmar Mendes votou contra a lei. Segundo ele, um candidato que não foi condenado em última instância não pode ficar inelegível. O ministro também criticou a prerrogativa concedida pela Ficha Limpa de tornar inelegíveis profissionais expulsos por conselhos de classe por infração ético-profissional. 

O ministro Marco Aurélio de Mello surpreendeu ao aprovar a validade da Ficha Limpa. Sua única ressalva foi no sentido de garantir que a lei não retroceda para alcançar delitos ocorridos antes da sua validade. Para ele, os preceitos da Ficha Limpa “visam à correção de rumos nessa sofrida pátria, considerado um passado que é de conhecimento de todos”.

O ministro Celso de Mello também manteve a posição original de votar contra. Ele fez diversas intervenções durante o julgamento, alguma delas bastante apelativas, com o objetivo de convencer os colegas a mudarem o voto. O presidente da corte, Cezar Peluso, acompanhou o entendimento dele e do ministro Gilmar Mendes. Ambos acabaram vencidos.

O ministro José Antônio Dias Toffoli, que reabriu o julgamento, na quarta, votou pela inconstitucionalidade parcial da Lei, alegando que tornar o candidato inelegível antes da sentença transitar em julgado fere o princípio da presunção de inocência. Nos demais aspectos, acompanhou o voto favorável do relator.

Já haviam votado favoráveis à lei, na sessão de quarta, as ministras Rosa Weber e Carmem Lúcia. Em dezembro, antes do julgamento ser suspenso devido ao pedido de vistas do ministro Antônio dias Toffoli, também votou favorável o ministro Joaquim Barbosa. 

O relator, ministro Luiz Fux, primeiro a apresentar o voto, fez apenas uma ressalva: fixar o prazo previsto para inelegibilidade, de oito anos, a partir da primeira condenação em órgão colegiado. A lei prevê que este prazo comece a contar após condenação em última instância. Neste aspecto, também foi vencido pelos colegas.


Mortalidade infantil cai 47% em Aracaju


Foram registradas quedas significativas entre os anos de 2005 e 2011.
No ano passado, foram 9.576 nascidos vivos e 137 óbitos.


A taxa de mortalidade infantil é um dos mais sensíveis indicadores dos níveis de saúde e de desenvolvimento de uma região. Em Aracaju, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o risco de morte em crianças menores de um ano de idade, apresentou uma queda de cerca de 47% nos últimos 12 anos
Foram registradas quedas significativas em especial entre os anos de 2005, com taxa de 22,4 mortes para cada 1.000 nascimentos, e de 2011, com taxa de 14,3. "Os números comprovam como a cidade de Aracaju vem avançando na área da saúde, proporcionando melhor qualidade de vida à população e buscando através de diversas estratégias uma melhor assistência às gestantes e às crianças nos primeiros meses de vida", explica o secretário municipal de Saúde, Silvio Santos.
No ano passado, foram 9.576 nascidos vivos e 137 óbitos. Diversos fatores como os Projetos Mamãe Coruja e Corujinha da SMS, Rede Amamenta Brasil, ampliação da cobertura do Programa Bolsa Família, melhoria na qualidade da assistência pré-natal contribuíram para a redução da mortalidade infantil no município.
Entre as ações de destaque ainda estão a qualificação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde, ações de Educação em Saúde nas creches municipais, além da inserção do pediatra na Estratégia Saúde da Família, melhoria dos serviços de urgência pediátrica e disponibilização de leitos de UTI neonatal nas maternidades do SUS.
Prevenção da Mortalidade
O Projeto Corujinha, vinculado ao Programa Saúde da Criança da Secretaria Municipal de Saúde, é uma iniciativa de destaque na prevenção da mortalidade, ampliando os cuidados primários aos recém-nascidos em maternidades públicas e privadas de Aracaju.

O Projeto atua principalmente no diagnóstico precoce e acompanhamento dos bebês que apresentam risco de morte, como baixo peso, sífilis congênita, filhos de mãe com HIV e outras patologias. Isso contribuiu para a redução dos coeficientes da mortalidade infantil, como a taxas de óbito neonatal (mortes crianças com ate 28 dias de vida) que reduziu 8% nos últimos cinco anos.
Atualmente, onze auxiliares de enfermagem do Projeto Corujinha estão atuando em regime de escala, dentro das maternidades Gabriel Soares, Nossa Senhora de Lourdes, Santa Isabel e Santa Helena. O Projeto estimula cuidados importantes como o aleitamento materno, orientação sobre o curativo umbilical, teste do pezinho e teste da orelhinha e aplicação das primeiras vacinas da criança.
A coordenadora do Programa Saúde da Criança, Rita Bitencourt, avalia que o resultado das ações tem sido positivo. "Mesmo assim, precisamos nos manter vigilantes implementando novas ações através da visita domiciliar na primeira semana de vida, cuidados de higiene, imunização, aleitamento materno, alimentação saudável, consolidando também a Caderneta de Saúde da Criança como instrumento de Educação em Saúde", conclui.
Planejamento
O Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil também realiza um papel de destaque dentro das iniciativas desenvolvidas em Aracaju. As ações de Vigilância possibilitam o conhecimento dos determinantes destes óbitos viabilizando o um melhor planejamento das políticas públicas para as nossas crianças.

Laboratórios pressionam EUA por sanções ao Brasil


Por Alex Ribeiro e Sergio Leo | De Washington e Brasília no Valor Econômico


A indústria farmacêutica americana pediu ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que coloque o Brasil em sua "lista prioritária de observação" devido a supostas violações a direitos de propriedade industrial. Os laboratórios alegam, por exemplo, dificuldades para registrar patentes de medicamentos no país.



A inclusão na lista prioritária do USTR sujeitaria o país a sanções comerciais, como a eliminação do Sistema Geral de Preferências (SGP), mecanismo que permite a países pobres e em desenvolvimento exportar produtos ao mercado americano com isenção do imposto de importação. Hoje, o Brasil está na chamada "lista de observação". Dez países integram a lista prioritária, incluindo emergentes como China e Índia, além de economias desenvolvidas, como o Canadá.



A lei americana determina que o USTR publique anualmente documento descrevendo violações às suas leis de propriedade industrial, o chamado "relatório da seção 301". O texto orienta as negociações comerciais bilaterais e as disputas dos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC).



Antes de publicar o relatório, o USTR abre audiência pública para ouvir queixas dos vários setores da economia. A Associação da Indústria e Pesquisa Farmacêutica da América (Phrma, na sigla em inglês) é uma antiga crítica das regras de proteção à propriedade industrial no Brasil, mas esta é a primeira vez que pede a inclusão do país na lista prioritária.



Uma das principais queixas dos labo1ratórios é o sistema de registro de patentes de medicamentos, que precisa ser feito tanto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A Phrma também reclama da falta de proteção a dados comerciais entregues a órgãos governamentais e da postura assumida pelo Brasil em negociações multilaterais.



"O Brasil continua a se opor a acordos internacionais que garantam efetiva e adequada proteção à propriedade intelectual", diz carta enviada ao USTR por Rod Hunter, vice-presidente da Phrma.


O pedido de inclusão do Brasil na lista negra do USTR surpreendeu Welber Barral, presidente da Coalizão de Indústrias Brasileiras (BIC, na sigla em inglês), entidade que representa interesses de empresas brasileiras em Washington. "Sinceramente, não esperávamos esse pedido, que abre caminho a retaliações contra o Brasil", reagiu Barral ao ser informado da medida por meio do Valor. "Imaginávamos oposição à nossa saída da lista de observação, não um pedido para entrar na lista prioritária". Na semana passada, a BIC e outras entidades empresariais apresentaram ao USTR documento com argumentos para retirar o Brasil da lista de observação.

Droga ineficaz contra câncer leva juiz a manter condenação a laboratório


Justiça nega recurso e Eli Lilly do Brasil terá de indenizar - com valores a serem definidos - nove famílias que tiveram seus filhos mortos durante tratamento contra leucemia; análises indicam problemas em dois lotes da droga; laboratório ainda pode recorrer



Tatiana Fávaro no Estadão




Nove famílias que processam o laboratório farmacêutico Eli Lilly do Brasil desde a década de 1980 conseguiram mais uma vitória na Justiça. O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região em São Paulo negou recurso apresentado pela empresa e manteve a sentença que obriga o laboratório a ressarcir os pais cujos filhos morreram durante tratamento de câncer. Eles foram tratados com lotes ineficazes do medicamento Oncovin.



"Eu, como juiz, me impressiono, e muito, com a morte dessas crianças. Tenho convicção da responsabilidade do laboratório nesses óbitos", afirmou o juiz federal Leonel Ferreira. A sentença, de novembro de 2011, deve ser publicada em 15 dias.



Os valores da indenização não foram definidos, pois a sentença prevê que as pessoas que se sentiram lesadas devem entrar com processos individuais.



A ação foi movida pelo Ministério Público Federal após a oncologista Sílvia Brandalise - que era chefe do Serviço de Hematologia e Oncologia do Departamento de Pediatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - denunciar à Associação Paulista de Medicina reduções substanciais do princípio ativo vincristina na composição de dois lotes do Oncovin.



O medicamento, comprado pela extinta Central de Medicamentos (Ceme) para o SUS, foi usado entre setembro e dezembro de 1983 - época em que os pacientes tinham entre 3 e 5 anos. Sílvia ainda chefia o serviço da Unicamp e também preside o Centro Infantil Boldrini, em Campinas, referência no tratamento de câncer infantil.



Segundo a oncologista, o medicamento, usado nas quatro primeiras semanas do tratamento da leucemia linfoide aguda, promove um índice de remissão de 96%."Nessas crianças, a taxa variou de 20% a zero", afirmou.



Quando identificou os resultados dos tratamentos, Sílvia pediu a interdição do uso das três medicações utilizadas (corticoide, Daunoblastina e Oncovin) e levou amostras para testes em institutos no Brasil e no exterior: "Compramos as medicações do mercado, de outros lotes, para continuar o tratamento, mas fui investigar o que tinha ocorrido".



Um laudo do St.Jude Children's Research Hospital, reconhecido pelo tratamento de câncer infantil nos EUA, apontou menos de 1% do princípio ativo nas amostras de Oncovin. Outro laudo, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, também mostrou redução substancial do princípio ativo.



Na Justiça. A oncologista levou os documentos às Associações Brasileira e Paulista de Medicina, ao Ministério Público Federal,ao Ministério da Saúde e à reitoria da Unicamp. Além dos resultados internacionais, foram elaborados laudo e contraprovas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz.



Foi constada a ineficácia dos lotes do medicamento distribuídos à Ceme.O Ministério da Saúde suspendeu sua comercialização em 1984. A ação contra o laboratório foi movida em 1986 e em março de 2000a Justiça Federal julgou o caso em primeira instância, condenando a empresa ao ressarcimento.



Em 2001, o laboratório recorreu.



Os autos chegaram à Procuradoria Regional da República em 2011. Em agosto, o procurador Walter Claudius Rothengurg emitiu seu parecer, contra a Lilly - que sustentava não ter ocorrido alteração na composição do medicamento.



O procurador, porém, aponta em seu parecer que "o laudo do Instituto Adolfo Lutz - de que o réu tenta se valer para isentar-se de responsabilidade - revela-se inconclusivo". A análise constatou "a presença da vincristina sem,contudo,pronunciar-se sobre sua potencialidade".



Em novembro, o tribunal acompanhou o parecer do procurador e negou recurso à empresa. Sílvia lamentou o fato de as vítimas terem de buscar seus direitos individualmente, quando o processo acabar. "O cidadão comum fica sem suporte, sem ter a defesa que a Constituição nos garante." Segundo o juiz, o laboratório ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).



Por meio de assessoria de imprensa, a Eli Lillydo Brasil informou que não teve acesso ao acórdão da decisão no TRF e não se pronuncia a respeito de processos ainda em julgamento.

Padilha: Não tenho que esperar recursos do céu


Ministro da Saúde minimiza corte; Mantega diz que não haverá problema


André Coelho no Globo



BRASÍLIA. Um dia após o governo ter anunciado o contingenciamento de R$ 55 bilhões do Orçamento da União para 2012, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Padilha (Saúde) minimizaram o efeito dos cortes. Alegaram que todos os anos o Congresso aumenta as despesas na Lei Orçamentária para contemplar emendas parlamentares. Segundo Padilha, a Saúde - que perdeu R$ 5,4 bilhões previstos em emendas - sempre precisa de mais recursos. Ele frisou, porém, que este ano houve aumento de 17% em relação ao Orçamento do ano passado.



- Vamos trabalhar muito para executar esses recursos. Eu, como ministro da Saúde, não tenho que ficar esperando os recursos virem do céu. Temos que fazer mais com o que nós temos, temos que fazer com que esses recursos sejam mais bem aplicados, combinando (isso) ao combate ao desperdício de recursos na Saúde - afirmou Padilha, no programa "Bom Dia, Ministro", produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).



O ministro disse que terá de aproveitar melhor o dinheiro destinado à área da Saúde. Segundo ele, no ano passado, o ministério economizou R$ 1,7 bilhão com medidas de gestão, como a centralização da compra de medicamentos e o combate a fraudes, o que permitiu a ampliação de ações como o programa Saúde Não Tem Preço, que distribui remédios para hipertensão e diabetes.



- Teremos, para 2012, o maior aumento que a Saúde já teve desde o ano 2000, o maior aumento percentual desde que foi aprovada a Emenda 29 e um valor acima do que estava estabelecido como obrigação do governo federal. Precisamos, agora, preparar as parcerias com os estados e municípios, para executar bem esses recursos, fiscalizar cada vez melhor, combater qualquer tipo de desperdício e fazer mais com o que nós temos - disse Padilha, citando o dispositivo constitucional que estabelece o percentual de dinheiro para a Saúde.



Já Mantega disse que o Orçamento da União não comporta R$ 20 bilhões de emendas parlamentares e, por isso, esse montante foi cortado. Para Mantega, o corte não trará problemas ao governo no Congresso, porque isso acontece todo ano:



- O corte das emendas é feito todo ano. É tradicional que, quando o Orçamento vai para o Congresso, os congressistas aumentem a perspectiva de arrecadação e coloquem emendas inexequíveis. Não é possível executar R$ 20 bilhões de emendas, mas todo ano tem um volume razoável - afirmou o ministro da Fazenda.

Os principais dispositivos da Lei da Ficha Limpa


no JB
De acordo com a Lei da Ficha Limpa, são inelegíveis, já partir das eleições municipais de outubro:
1 — Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado (tribunais), desde a condenação até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena, pelos seguintes crimes: contra a vida e a dignidade sexual: praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando; contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; contra o meio ambiente e a saúde pública; eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública; de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; de redução à condição análoga à de escravo.
2 — Os governadores e prefeitos que perderem seus cargos eletivos por infringência a dispositivo da Constituição estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente, e nos anos subsequentes ao término do mandato para o qual tenham sido eleitos.
3 — Os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos oito anos seguintes.
4 — Os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de oito anos.
5 — Os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes.
6 — Os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos oito anos seguintes.
7 — Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de oito anos a contar da eleição.
8 — O presidente da República, o governador, o prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos oito anos subsequentes ao término da legislatura.
9 — Os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena.
10 — Os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de oito anos, salvo se o ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário.
11 — Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, em razão de terem desfeito ou simulado desfazer vínculo conjugal ou de união estável para evitar caracterização de inelegibilidade, pelo prazo de oito anos após a decisão que reconhecer a fraude.
12 — Os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de oito anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário.
13 — A pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de oito anos após a decisão.
14 — Os magistrados e os membros do Ministério Público que forem aposentados compulsoriamente por decisão sancionatória, que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar, pelo prazo de oito anos. 

Anvisa aprova novo regulamento para rede de laboratórios do país

recebi do meu amigo Victor Luz

Os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovaram, nesta terça-feira (14/2), o regulamento que dispõe sobre o funcionamento da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas).
Com a resolução, que deve ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, a Agência restabelece as atividades da Rede, que é formada por laboratórios públicos e privados habilitados pela Anvisa e acreditados pelo Inmetro. Instituída em 1999, a Reblas teve suas atividades suspensas em 2009 para reformulação e revisão dos atos normativos.
"A Rede tem por finalidade oferecer análises com qualidade, confiabilidade e rastreabilidade", explica a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito. Segundo ela, a diretoria da instituição está empenhada em captar recursos e promover capacitação para aprimorar os serviços prestados por estes estabelecimentos.
Com o novo regulamento, os laboratórios que quiserem fazer parte da Rede terão que cumprir dois requisitos: possuir Alvará ou Licença Sanitária expedida pela vigilância sanitária local e a acreditação emitida pelo Inmetro para os ensaios que solicitam a habilitação na Reblas.
Os laboratórios que já eram habilitados poderão manter-se na Rede apenas com o encaminhamento à Anvisa da acreditação e da licença sanitária, no prazo de 120 dias contados a partir da publicação da resolução. A Rede será coordenada pela Gerência Geral de Laboratórios de Saúde Pública da Anvisa (GGLAS).

Ensaios
Também foi aprovada uma resolução com os requisitos técnicos e organizacionais para o funcionamento de laboratórios públicos e privados que realizam ensaios em produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária. Esses laboratórios são responsáveis por realizar verificações de qualidade de produtos, validação de metodologias e padrões, entre outros.
A resolução preenche uma lacuna regulatória, oferecendo diretrizes para nortear a inspeção de laboratórios analíticos por estados e municípios, assim como a emissão de Alvará ou Licença Sanitária. A norma define, por exemplo, como deverá ser a política de qualidade, infra-estrutura, condições ambientais, recursos humanos, procedimentos e documentação para os laboratórios, além de indicar a necessidade de auditoria interna, medidas corretivas e preventivas, visando a obtenção de resultados seguros e rastreáveis.