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domingo, 21 de janeiro de 2018

Artigo: A formação médica é para a elite, e vai piorar. Por Edmar Oliveira*



A tática é sempre a mesma. Estrangular o serviço público para “provar” (o certo seria provocar) sua deficiência. Está acontecendo nas universidades públicas e agora chega aos hospitais universitários.

No Rio, a Comissão Nacional de Residência Médica, ligada ao MEC, acaba de “condenar” a UERJ e a UFRJ[1] e seus respectivos hospitais (Pedro Ernesto e do Fundão) por não possuírem condições de manutenção de suas residências médicas. Uma deficiência provocada pelo estrangulamento das universidades públicas.

sábado, 20 de janeiro de 2018

A valentia em tempos de Ricardo Barros

"Você se considera uma pessoa corajosa, daquelas que encara todas? Pois saiba que para provar que é valente mesmo precisa dizer estar tranquilo quando, com a febre amarela aí, o ministro dos Planos de Saúde é Ricardo Barros." 
Carlos Eduardo Alves, jornalista, SP

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Brasil, um resumo...


Portaria do Ministério da Saúde que dá autonomia a gestores locais desestrutura o SUS



A Portaria nº 3.992 do Ministério da Saúde, publicada dia 28 de dezembro de 2017, que reduziu de seis para dois blocos de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) – um de custeio, que concentra a quase totalidade dos recursos federais, e outro de investimentos - fragmenta e desfigura o sistema ao flexibilizar o uso das verbas da Saúde na ponta, o que pode comprometer a manutenção e a ampliação dos serviços de atenção básica e de vigilância sanitária.
Esse é o alerta dos sanitaristas ouvidos pelo blog do CEE-Fiocruz, que destacam, entre outros prejuízos, o enfraquecimento do Ministério da Saúde como indutor de políticas estruturantes do SUS e a redução de seu papel a mero repassador de recursos aos estados e municípios. Uma medida, acreditam eles, que alivia as pressões de prefeitos e governadores por mais recursos sobre o Governo Federal, submetido à política de ajuste fiscal, e expõe os gestores locais à ação de lobistas da indústria farmacêutica e de procedimentos. Nesse quadro, eles anteveem a queda dos níveis de investimento na atenção básica e na vigilância sanitária que, desde a criação dos seis blocos, pela Portaria Nº 204, de 29 de janeiro de 2007, vinham sendo ampliados.

Para ler a íntegra das análises dos sanitaristas sobre a Portaria 3.992/2017, clique nos links abaixo.

Gastão Wagner aponta as perspectivas [da saúde] para o novo ano



O presidente da Abrasco e outros especialistas fizeram, ao blog do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, um balanço de final de ano sobre o cenário da saúde e temas relacionados a ela. Para Gastão Wagner é preciso debater com quem vem cedendo à ideia de terceirizar o SUS em nome da racionalidade. Além de Gastão Wagner, contribuiram com suas análises Jairnilson Paim; Jorge Bermudez; Ligia Giovanella; Isabela Soares Santos; Dalia Romero e Altamiro Borges.

Medidas como a revisão da Política Nacional de Atenção Básica (Pnab), abalando um dos pilares do Sistema Único de Saúde; a aprovação da Emenda Constitucional 95, que estabelece um teto para os gastos públicos por vinte anos; a reformulação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), retirando direitos do trabalhador, ao flexibilizar regras relacionadas a jornada de trabalho, férias e planos de , entre outras, e regulamentar o que a nova lei chama de “trabalho intermitente”; e mudanças na Política Nacional de Saúde Mental, abrindo espaço ao restabelecimento dos manicômios, são alguns exemplos de que o Brasil viveu em 2017 um período de perdas e retrocessos.

Estarrecedor!!! As ameaças contra o Judiciário vem a público!


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sintoma de 'atraso tropical' no século 20, febre amarela volta por desatenção com lições da História

por Júlia Carneiro
Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

Campanha sanitária no início do século 20 foi comandada por Oswaldo Cruz, que recebeu prêmio em Berlim pela sua atuação | Acervo Casa de Oswaldo Cruz

A febre amarela que, que voltou a ameaçar áreas urbanas no Brasil, foi um dos principais desafios de saúde pública do Brasil da virada do século 19 para o 20. Eliminar a doença das cidades era condição essencial para abrir os portos ao comércio marítimo e a imigrantes estrangeiros e propagar a imagem de um país "moderno".

As lições deixadas por décadas de esforços para erradicar a doença e seu vetor, entretanto, foram ignoradas por governos recentes, dizem historiadores ouvidos pela BBC Brasil.

Ao longo do século 20, o combate à febre amarela impulsionou a pesquisa científica e o desenvolvimento de vacinas no Brasil e incluiu capítulos vitoriosos como a gradual eliminação da doença de áreas urbanas e a erradicação temporária do Aedes aegypti.

A última epidemia urbana no país foi registrada em 1942, no Acre. Na mesma década, uma grande campanha regional capitaneada pela Organização Pan-Americana de Saúde começou a mobilizar governos na América Latina para se unir na luta contra o vetor - e declarou, em 1958, ter conseguido livrar onze países do Aedes aegypti, inclusive o Brasil. Em 1967, o mosquito reapareceu no Pará e reconquistou, gradualmente, o território nacional.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

ATENÇÃO CURITIBA!!! Nesta quarta-feira, 17/01, venha conversar com o autor do livro que revela as falácias de Moro na ação do triplex contra Lula.

✔Euclides Mance é filósofo, professor de Filosofia do Método Científico e de Lógica, ex-docente da Universidade Federal do Paraná e atualmente integrante da coordenação geral do Instituto de Filosofia da Libertação

▪Na terça-feira (16) Doutores em Lógica lançaram um documento apoiando o livro, já disponibilizado na íntegra pela internet, cujo lançamento oficial se dará nas Jornadas pela Democracia em Porto Alegre. 

◼A conversa com Euclides nesta quarta-feira é um pré-lançamento na capital paranaense, palco onde se desenrolou o processo que deu origem à falaciosa sentença condenatória.

Em Curitiba, às 19h, no SISMUC, que fica na R. Monsenhor Celso, 225 - Centro. 


Confirme sua presença: 
https://www.facebook.com/events/384741231974320/


⚖ Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia - CAAD ⚖ #ComLulaEmPOA

Pegaram o Haddad!!!

"Diálogo exemplar" por Camilo Vannuchi
(reproduzido do Facebook do Luis Carlos Bolzan)


"PEGARAM O HADDAD!"
— Tava demorando.
— O quê?
— Pegaram o Haddad.
— Tá zoando!
— Sério. Pegaram o Haddad. Já era.
— Que papo é esse? O que você ouviu?
— Indiciado pela Polícia Federal por crime de falsidade ideológica. Esquema pra pagar dívida de campanha envolvendo uma empreiteira, tá bom pra você?
— Caraca, até o Haddad?
— Pois é. Fim da linha pro Malddad. A petralhada chora. Vai, malandra!
— Putz.
— É melhor JAIR pensando no plano C, porque o plano B também deu merda, querida. Quem mandou acreditar em petista? Cadê a saudade do teu ex agora? Ex é assim mesmo: só fode a gente.
— Péra aí, porra. Deixa eu tomar um gole d'água. Agora me conta. O que a Polícia descobriu?
— Falsidade ideológica, caralho. Ficou surda?
— Mas qual a prova? Tem recibo de transferência bancária?
— Não.
— Conta no exterior?
— Não.
— Uma sala cheia de malas repletas de dinheiro vivo?
— Não.
— Já sei: uma pasta cheia de papéis com a anotação "CX2" encontrada no apartamento do Haddad?
— Não, porra.
— Ué. Não tô entendendo.
— O dono da UTC foi quem falou. Abriu o bico. Deu a letra toda.
— Delação premiada?
— Claro. Viva a Lava Jato!
— Mas ele mostrou alguma coisa?
— Ele disse que o Vaccari, aquele salafrário, pediu dinheiro pra pagar a dívida da campanha. Dinheiro desviado, é óbvio. O meu, o seu, o nosso. Só não vê quem não quer.
— E tem áudio dessa conversa?
— Não.
— Vídeo gravado pelo sistema de segurança?
— Não.
— Vídeo de celular?
— Não.
— Puxa vida. Mas o Vaccari confirma a história, né?
— Também não. Tudo parça.
— No mínimo alguma assinatura do prefeito foi encontrada.
— Não.
— O nome dele? Ou o apelido, numa lista de propinas da UTC?
— Nada.
— Mas para a PF indiciar um ex-prefeito... Encontraram ao menos alguma obra superfaturada tocada pela UTC na gestão Haddad?
— Não. A única vez que a UTC venceu uma concorrência era para fazer um túnel na Avenida Roberto Marinho, mas a obra foi cancelada pela administração.
— Uai. Mas esse repasse da UTC entrou na conta do prefeito? Ou na conta da campanha? Vazaram cópia do extrato?
— Nada disso, chuchu. O esquema era forte. A UTC pagou uma gráfica.
— Uma gráfica?
— É. A gráfica imprimiu material de campanha pro Haddad e não recebeu. Aí pediram para a UTC honrar a dívida. Com dinheiro de propina, lógico.
— Vixe. E o dono da gráfica confirma?
— Não.
— Não? O esquema foi operado pelo diretor financeiro da gráfica?
— Não.
— Já sei, foi pelo gerente?
— Não, que mania...
— Péra. Você tá querendo me dizer que a PF indiciou um ex-prefeito com base na delação premiada de um empreiteiro que afirmou ter dado dinheiro para a campanha eleitoral do Haddad através de um pagamento feito a uma gráfica que fornecia serviços para o PT?
— Isso mesmo.
— E que o tesoureiro do PT nega, o dono da gráfica nega, o prefeito nega?
— Exatamente.
— E não tem assinatura, nem rubrica, nem áudio, nem vídeo, nem sala cheia de malas de dinheiro, nem conta no exterior, nem papelada com a anotação "cx 2", nem extrato bancário, nem qualquer outra prova?
— Pra você ver. Os caras são ninja.
— Ninja???
— Coisa de profissional. Roubaram pra caralho e não deixaram nem uma pista sequer. Não é incrível?
— Com certeza. Essa Polícia Federal é realmente incrível."

Republicando: #aculpanãoédomacaco O macaco NÃO transmite a Febre Amarela


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Pesquisa revela que hospitais terceirizados gastam 2,4 vezes mais que as unidades públicas


Dentro do princípio da complementariedade do Sistema Único de Saúde (SUS), a legislação autoriza o poder público a firmar contratos de gestão com Organizações Sociais (OSs), empresas teoricamente sem fins lucrativos de natureza privada, similares às ONGs e OCIPs. No discurso governamental, o acordo é firmado para tornar a prestação do serviço mais eficiente e eficaz, pela facilidade que essas instituições possuem em realizar compras e contratações por estarem liberadas do burocrático trâmite das licitações. 

Um megaestudo realizado em conjunto por oito universidades brasileiras - Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS) - tem comprovado justamente o contrário ao apregoado pelo governo do Espírito Santo: o gasto com as OSs que administram três hospitais estaduais terceirizados - Jayme dos Santos Neves (Serra), Hospital Central (Vitória) e Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE/Vitória) - é 2,4 vezes superior às unidade totalmente públicas, sem garantia de que haja melhora no serviço. Ao contrário. Relatos recentes dão conta de que as mortes na UTI Neonatal do Hospital Infantil de Vila Velha (Heimaba) dispararam depois da contratação da OS IGL, que passou a gerir a unidade. O motivo: a empresa contrata mão de obra barata e inexperiente para substituir servidores de carreira, processo semelhante ocorrido nas primeiras unidades terceirizadas. 

O GOLPE caminha celeremente rumo ao Estado Mínimo

TEMER assinou decreto extinguindo mais de 60 mil cargos públicos. Dentre eles:

Secretário Executivo, tradutor, intérprete, técnico em arquivo, enfermeiro do trabalho, pesquisador, médico veterinário, técnico em planejamento administrativo, tec. em produção cultural, médico, técnico em segurança do trabalho, radiologista, técnico de enfermagem, técnico em contabilidade, técnico de laboratório, técnico em cartografia, analista de sistema, engenheiro de segurança do trabalho, economista, pedagogo, geógrafo, técnico educacional, biomédico, bibliotecário, arquivista, zootecnista, estatístico, odontólogo, psicólogo, sociólogo, nutricionista, farmacêutico, administrador, assistente social, auditor, técnico em assuntos educacionais, fisioterapeuta, professor assistente, titular e auxiliar, analista de informação e muitos outros...

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/D9262.htm

Daí meu amigo Claudio Ribeiro publicou no Facebook: 

"...tem muita gente 'vibrando' com a 'boa nova'. Perdoem-me. Não penso assim. Os cargos extintos foram aqueles considerados 'vagos', ou seja, cargos de carreira. Ao que indicam as primeiras notícias, atingem áreas da educação, saúde, segurança pública, serviços essenciais; logo, a extinção cumpre a meta do Estado mínimo."

E complementou:

"Uma estimada e perspicaz amiga, verificou a lista dos cargos extintos por Temer. A imensa maioria são de serventes de limpeza, auxiliares de serviços gerais e na opinião dela, me parece inegável, a extinção dialoga com a terceirização , um dos meios mais usados para 'meter a mão em dinheiro público'.A imensa maioria são de serventes de limpeza, auxiliares de serviços gerais e na opinião dela, me parece inegável, a extinção dialoga com a terceirização , um dos meios mais usados para 'meter a mão em dinheiro público'."

Posicionamento da Abrasco sobre a vacina DENGVAXIA® (contra a Dengue) - Aguardamos ansiosamente a posição da SESA-PR



 na página da ABRASCO em 




Foto: Peter ilicciev/Fiocruz

Em termos históricos, as vacinas podem ser consideradas a mais importante inovação de base tecnológica no campo da saúde humana. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) entre dois e três milhões de vidas são poupadas anualmente devido a sua utilização. É necessário, portanto, rejeitar liminarmente e combater os mitos e campanhas contra seu uso que hoje em dia se espalham pelo mundo.
O lançamento de uma nova vacina é precedido de exaustivas análises relativamente à sua segurança (capacidade de não fazer mal) e eficácia (capacidade de proteger em ambientes controlados de pesquisa). A avaliação desses dois critérios, feita no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), preside a autorização de uma vacina poder ser comercializada. Além disso, a incorporação de uma nova vacina nos serviços públicos deve estimar a sua efetividade, que é a capacidade de proteger a população-alvo em condições de campanha, muito menos controladas. Por exemplo, uma vacina pode ser muito eficaz em termos de proteção, mas a adesão à mesma, no caso da necessidade de duas ou três doses, pode prejudicar muito o seu uso em massa.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Nota do SindSaúde-PR em resposta ao pronunciamento da Sesa sobre as atividades da Farmácia Especial de Curitiba

recebi por email


O bom patrão é aquele que resolve o problema, não o que tenta se desvencilhar da culpa. Mas fugir da responsabilidade foi o que a Secretaria Estadual de Saúde fez após a divulgação de uma reportagem sobre as longas filas da Farmácia Especial, em Curitiba. Em nota direcionada à RPC-TV e ao site G1, a Secretaria atribui a espera de até cinco horas pelo atendimento ao atraso de alguns servidores na hora de comparecer ao trabalho. Essa afirmação pode ser caracterizada como injúria e difamação da equipe. O SindSaúde avalia que a resposta dada usa de má-fé da gestão que sabe que o real problema é a falta de equipe em contingente necessário para o atendimento.

De acordo com a Sesa, cinco guichês faziam o atendimento na última terça-feira, dia 9 de janeiro. É humanamente impossível com o tamanho da atual equipe prestar atendimento digno a um número de usuários que chega a mil pessoas/dia. Vale dizer que os medicamentos distribuídos são de custo elevado, precisam ter controle minucioso da distribuição. O processo de trabalho não consiste somente na entrega de medicamentos.

EUA são país com maior risco de mortalidade infantil entre nações ricas, diz estudo

Segundo estudo divulgado pela revista Health Affairs, chance de crianças norte-americanas de até um ano morrerem é 75% maior do que em outras nações ricas


É o que aponta um estudo realizado pelo Hospital Johns Hopkins, em Baltimore nos EUA, divulgado besta segunda-feira (08/01) pela revista Health Affairs. De acordo com a pesquisa, entre 2001 e 2010, o risco de morte de crianças de até um ano foi 76% maior nos EUA do que em outros países da OCDE. Já entre crianças até 19 anos (número utilizado pela pesquisa), este número é de 57%.

Entre os 20 Estados membros da OCDE, os EUA apresentaram o pior índice. Segundo o estudo, "altos índices de pobreza persistentes, reultados educativos pobres e uma rede de seguridade relativamente débil, fizeram dos Estados Unidos o país mais perigoso entre as nações mais ricas para o nascimento de um bebê".