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domingo, 20 de agosto de 2017

Sobre a marca na mão pra não repetir merenda em São Paulo




Vou confessar aqui sobre o meu passado: EU REPETIA, AS VEZES MAIS QUE DUAS VEZES. 

Estudei na escola pública perto da casa dos meus pais. Minha mãe era pedagoga de lá. Não tinha cantina pra comprar lanche ( depois tinha em outra escola pública um pouco maior que estudei ) Digo isso porque talvez eu e meus irmãos teriamos um pouco de mais condições para comprar. Porém, a maioria dos meus amigos não tinha. 

Eu era amiga de uma menina que os olhos brilhavam na fila do lanche. Então, eu me empolgava com empolgação dela pela merenda. A gente repetia as 10 da manhã sopa de feijão! AS vezes tres vezes! Eu chegava meio empanturrada em casa. Mas, nunca esqueci dos meus muitos amigos que comiam aquilo lá com os olhos brilhando. 

Comer, não deveria nem se chamar "direito"..Mas estamos vivendo tempos que é preciso defender o óbvio. Que tristeza.

(*) Ana Carolina Caldas é jornalista, pedagoga e é mãe da Manuela (Manu para os íntimos). A Manu tem 6 anos.

Onde anda a direita indignada?

por Juremir Machado da Silva(*) no Correio do Povo

E por falar sem saudades onde anda você?

Onde andam seus gritos que a gente não ouve?

Onde andam seus seus memes que a gente não vê?

Gilmar Mendes solta larápios e você não se indigna,

Michel Temer aparelha o STF como nem se imagina,

Alexandre de Moraes, ministro de Temer, criatura fresquinha do criador,

não se declara impedido para julgar demanda contra o benfeitor,

E você, direita, antes tão aguerrida, não aparece de noite nos bares,

nas praças, nos parques, nas avenidas, nas casas, nos lares…

Onde anda você, onde andam seus olhos, que nada mais enxergam,

onde andam seus lábios, onde anda essa boca que agora se cala,

onde essa alma dormente antes furiosa e que agora já não fala?

E por falar sem saudades onde anda você,

onde anda a indignação que era sua razão de viver?

Até parece que a corrupção já não importa.

ou, quem sabe, talvez, nunca importou

e que você agora apenas se comporta

como a hipócrita escondida atrás da porta…

(*) Juremir Machado da Silva é colunista do Correio do Povo. Tem 27 livros individuais publicados, entre os quais Getúlio, 1930, águas da revolução, Solo, Vozes da Legalidade e História regional da infâmia, o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras. Coordena o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUCRS. Apresenta diariamente, ao lado de Taline Oppitz, o programa Esfera Pública, das 13 às 14 horas, na Rádio Guaíba.

O fim do Brasil Sorridente?

Paulo Capel Narvai(*) no Jornal Odonto

A Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB), conhecida popularmente como programa “Brasil Sorridente” acabou. Este é apenas mais um dos muitos legados negativos do golpe institucional de 2016, que depôs o governo democrático de Dilma Rousseff. Trata-se do fim do Brasil Sorridente tal como o conhecemos e foi concebido desde o final da ditadura civil-militar, sua estruturação e implementação no governo Lula, bem como os processos avaliativos que o acompanharam desde a institucionalização, em 2003.

Por certo que uma decisão política dessa natureza não é anunciada com longos discursos e profusão de fogos de artifício. Ao contrário, tudo se faz com medidas que levam ao óbito, sem maiores alardes. No caso do fim do Brasil Sorridente tal como o conhecemos, e que foi reconhecido e aplaudido internacionalmente (eu mesmo testemunhei esse reconhecimento ao apresentar um trabalho acadêmico sobre o assunto em Barcelona, no Congresso da IADR, e em eventos científicos no Peru e na Colômbia), a virada fatal na orientação governamental veio com mudanças na Política Nacional de Atenção Básica, a PNAB, que desobriga gestores estaduais e, sobretudo, municipais de desenvolverem ações de saúde bucal. Para isto, o Ministério da Saúde deixou livre a aplicação de recursos transferidos pelo governo federal a esses entes federativos. Aparentemente, isto parece positivo. Mas apenas aparentemente.

sábado, 19 de agosto de 2017

Dispensa Maternidade | 50% das mães são demitidas até dois anos após licença, diz FGV


Na série de reportagens, mulheres relatam o assédio e preconceito sofrido no trabalho durante e após a gestação

Pelo menos metade das brasileiras foram demitidas no período de até dois anos depois da licença-maternidade, segundo pesquisa em andamento na Fundação Getúlio Vargas, a FGV. 
Realizado em um universo de 247 mil mães, com idade entre 25 e 35 anos, o estudo aponta também que, após seis meses de estabilidade, a probabilidade de demissão de mulheres que acabaram de se tornar mães é de 10%.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O ministro ilegítimo da saúde adverte...


[Privataria à Greca:] Rafael Greca pede que Câmara libere terceirização de serviços de saúde e educação

no Blog Caixa Zero

Unidade de pronto-atendimento: mais horas extras para reduzir filas. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo.


O prefeito Rafael Greca (PMN) enviou um projeto de lei para a Câmara Municipal que pretende repassar para Organizações Sociais a administração de serviços de saúde e educação. A proposta deve ser analisada em regime de urgência.

O texto prevê a alteração da lei municipal 9.226/1997 que impede esse tipo de organização de atuarem na saúde e educação. Hoje, a prefeitura já usa esse tipo de terceirização em outras áreas, como informática (ICI), assistência de saúde dos servidores (ICS), e cultura (Icac).

Chupa Ricardo Barros!!! APROVAÇÃO DE PEC NA CÂMARA ASSEGURA DIREITOS DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE


A Comissão Especial sobre Remuneração dos Agentes Comunitários de Saúde, da Câmara dos Deputados, aprovou na manhã desta quarta-feira (16/08), por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 22/11, que fixa regras para os planos de carreira dos agentes de saúde e de combate às endemias, piso salarial para esses profissionais e índice de reajuste. A votação foi acompanhada de perto por mais de 2 mil agentes comunitários vindos de vários estados do Brasil.

“Com a aprovação da proposta que altera a Constituição, os Agentes Comunitários de Saúde deram uma demonstração de força política, organização e mobilização”, comemorou Ronald dos Santos, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Pernambuco: 112 organizações assinam carta criticando proposta do ministro da saúde do golpista Temer

O documento foi entregue ao Cosems-PE, com críticas a pontos da revisão da Política Nacional da Atenção Básica


Ainda na quarta-feira, foi realizado no fim da tarde um ato público em defesa do SUS, na Praça da Democracia (Derby), no Recife / Divulgação

Na manhã da última quarta-feira (16), uma comissão formada por militantes de coletivos, organizações e movimentos populares em defesa da saúde pública, entregou ao assessor do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE), Paulo Dantas, carta de posicionamento contrário a pontos da revisão da Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), apresentadas pelo ministro da saúde, Ricardo Barros, na última quinta-feira (10). O documento, que conta com as assinaturas de 112 entidades, se opõe aos retrocessos e desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta propostas de políticas e ações para melhoria da saúde pública.

Greve na saúde de Curitiba: Nota do sindicato restabelece a verdade e contesta mentiras da prefeitura


O SIMEPAR vem por meio desta nota deixar registrado que a greve na Fundação Estatal de Atenção Especializada (FEAES), iniciada no dia 27/07/2017, tem cunho legal e em momento algum tem a intenção de prejudicar a população.

É importante deixar claro que, diferente do que a Prefeitura de Curitiba tem lançado na mídia, os médicos presentes na assembleia, antes de iniciar a greve, assumiram o compromisso de manter 60% do atendimento eletivo nas unidades, porém com atendimento de 100% dos casos de urgência e emergência. A Justiça do Trabalho reconheceu em audiência que a greve é legítima nesses termos.

Algumas informações importantes devem ser esclarecidas:

TEMER CORTA ORÇAMENTO E INVIABILIZA POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E HABITAÇÃO.

no FB do deputado Pepe Vargas

No Ministério das Cidades, o orçamento em 2017 é 67% menor que em 2012; o do Desenvolvimento Social é 41% menor; o da Educação, 46% menor; o da Saúde, 14% menor e o da Defesa, 44% menor. 

Como se não bastasse ter lei orçamentária com valores muito mais baixos, no primeiro semestre o governo ainda fez um contingenciamento e os valores diminuíram ainda mais. No Ministérios da Educação, por exemplo, só 52% do orçamento foi liberado.

Veja o video
https://www.facebook.com/sigapepevargas/videos/727923024066608/

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Ministro ilegítimo da saúde leva vaia antológica de mais de mil mulheres de todo o país!

video
A plenária virou as costas para Ricardo Barros, jogaram ovo nele e as pessoas se retiraram da Conferência das Mulheres.

Veja também:
https://www.facebook.com/sigajandira2/videos/1683238638377458/

Depois de Charlottesville (EUA), mensagem neonazista é encontrada em banheiro da UFPR

Charllotesville é aqui: mensagem “Fora cotistas. Poder branco”, de cunho claramente racista e nazi-fascista, é encontrada em parede do banheiro da Faculdade de Medicina da UFPR, menos de uma semana após a manifestação “supremacista” nos Estados Unidos 



Para quem acha que a ascensão da ideologia neonazi-fascista está longe do Brasil, se engana. Apesar de inúmeras manifestações desse cunho terem acontecido aqui ao longo dos últimos anos, após o evento de Charlottesville, nos Estados Unidos, muitos acharam que ali havia um contexto diferente do brasileiro.

Uma mensagem encontrada no banheiro da Universidade Federal do Paraná (UFPR) nesta terça-feira (15), no entanto, prova que este tipo de pensamento está em alta no mundo todo, inclusive aqui.

O autor da pichação não foi identificado.“Fora cotistas. Poder branco”, estava escrito na parede do banheiro da Faculdade de Medicina da universidade.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ministro ilegítimo da saúde entrega comando da Atenção Básica à bancada corrupta do golpe



PELA IMEDIATA EXONERAÇÃO DE JOÃO SALAME

Em mais um lamentável episódio da nossa história recente, O Departamento de Atenção Básica (DAB) está sendo entregue à bancada corrupta do golpe como parte do pagamento pelo arquivamento da denúncia contra Michel Temer. Tiram um servidor de carreira, com experiência de quase 10 anos em políticas de Atenção Básica, para colocar um ex-prefeito afastado do cargo pela justiça, que responde a mais de uma dúzia de processos e que entende bulhufas de saúde pública e atenção básica.

Todos nós sabemos qual a agenda do novo diretor João Salame: usar o DAB como trampolim para a eleição de 2018. Para isso, vai tentar fazer o que já conhecemos: perseguir servidores e colaboradores técnicos e desmontar políticas republicanas, com o único objetivo de evitar constragimentos e entraves às suas práticas clientelistas.

Para os militantes do SUS, não há opção a não ser a resistência. João Salame é o Valencius da Atenção Básica, aquele que deve ser combatido dia e noite por todos os gestores, trabalhadores, movimentos sociais e usuários. Não deve haver sossego enquanto João Salame não for exonerado, e devemos pressionar para isto aconteça o mais rápido possível.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A premonição do Professor Hariovaldo

-"Quando eu vejo as pessoas criticando o SUS, eu penso 'vocês não sabem o que era a medicina antes do SUS'."
Dr. Drauzio Varella
@drauziovarella

-"Logo saberão."
Professor Hariovaldo A. Prado
@Hariovaldo


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

CEBES* apresenta Nota de Repúdio contra o ataque à Estratégia de Saúde da Família e à Participação Popular

Além de atacar a Estratégia de Saúde da Família, ministro debocha do princípio da participação popular




Ricardo Barros, o Ministro da Saúde deste governo ilegítimo, apresentou hoje (10/08/17) à imprensa quais serão as mudanças que serão realizadas na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) enquanto a consulta pública sobre a mesma segue aberta para contribuições da sociedade.

A consulta está aberta até a meia noite do dia 10 de agosto e já conta, até o momento, com quase 6 mil contribuições. Além disso, debate presencial realizado pelo Conselho Nacional de Saúde ontem na Fiocruz contou com mais de 2 mil presentes, demonstrando grande preocupação e interesse de entidades, trabalhadores e da população em geral sobre o tema.

Diversas entidades e conselhos se posicionaram com grande preocupação sobre os termos da revisão da PNAB (Política Nacional de Atenção Básica). Segundo compreensão desses atores, a proposta coloca em risco a existência dos Agentes Comunitários de Saúde e da Estratégia de Saúde da Família, só para citar dois exemplos.

Não foi a primeira vez que o processo de debate com a sociedade sobre a revisão da PNAB não ocorre de maneira adequada. A pactuação entre Ministério e Conselho Nacional de Saúde (CNS), órgão máximo de participação social do SUS, feita em Julho, era de que haveria debate sobre as propostas. No mesmo mês, foi anunciado que a reforma seria pactuada pela Comissão Intergestores Tripartite sem qualquer debate. Houve recuo e foi aberta consulta pública de 10 dias. O CNS não teve acesso ao texto proposto enquanto não foi aberta a consulta pública, embora solicitasse acesso desde 2016.

Agravando todo esse contexto, em explícito desrespeito à participação popular, que é um dos princípios do SUS, o Ministro chamou coletiva de imprensa para “apresentar as mudanças na PNAB” sem que o prazo final da consulta pública tivesse finalizado.

O CEBES vem a público repudiar esse desrespeito à população brasileira por parte de Ricardo Barros e exigir que seja aberto um diálogo verdadeiro com a sociedade, onde suas demandas sejam escutadas e atendidas. Também demandamos que sejam tornadas públicas todas as contribuições da consulta e a análise realizada pelo Ministério da Saúde; além da realização de reuniões do Conselho Nacional de Saúde para avaliação em plenário da minuta de revisão da PNAB, antes que as mudanças de fato ocorram. Em defesa da saúde e da democracia, exigimos mais transparência e participação social antes da reforma de uma política pública tão essencial ao povo brasileiro.

* Centro Brasileiro de Estudos de Saúde