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terça-feira, 16 de julho de 2019

Desgoverno Bolsonaro prossegue no desmonte: O maior golpe da história dos laboratórios públicos


no Outra Saúde (via e-mail)

Desde o final de junho, o Ministério da Saúde suspendeu contratos com sete laboratórios públicos nacionais, atingindo a produção de 19 medicamentos distribuídos pelo SUS a mais de 30 milhões de pessoas. A suspensão afeta as PDPs, sigla de parcerias para o desenvolvimento produtivo, quando as entidades públicas se ligam a empresas privadas. A lista inclui alguns dos principais laboratórios públicos – Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp – e faz referência a farmacêuticas como GlaxoSmithKline Brasil e Libbs. Os medicamentos feitos a partir de PDPs ficam, em média, 30% mais baratos do que os valores de mercado. De acordo com a Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil, a interrupção abrupta pode causar um prejuízo de R$ 1 bilhão na cadeia produtiva nacional. 

Estadão obteve ofícios assinados por Denizar Vianna Araújo, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Nos documentos, ele informa que PDPs para a produção de medicamentos como insulina e vacina tetraviral estão suspensas. Procurada pelo jornal, a Pasta negou a situação (apesar das evidências) e afirmou que encaminhou aos laboratórios um ofício que solicita “manifestação formal sobre a situação de cada parceria”. O órgão federal informou ainda que “o chamado ‘ato de suspensão’ é por um período transitório”, enquanto ocorre “coleta de informações”.

domingo, 14 de julho de 2019

Os planos de saúde voltam a atacar

Projeto que deve ser levado ao ministro da Saúde facilita os reajustes por faixa etária e derruba os prazos máximos de espera, entre outras medidas


Está no forno de um consórcio das grandes operadoras de planos de saúde um projeto destinado a mudar as leis que desde 1998 regulamentam esse mercado. Chama-se “Mundo Novo”, tem 89 artigos e está trancado numa sala de um escritório de advocacia de São Paulo. O plano é levá-lo para o escurinho de Brasília, deixando-o com o ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, e com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia. Ambos ajudariam o debate se divulgassem o “Mundo Novo” no dia em que chegasse às suas mesas, destampando-lhe a origem.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Acidentes de trânsito matam mais que armas de fogo

do Outra Saúde (via e-mail)


MAIS FATAL QUE ARMAS DE FOGO

Entre 1998 e 2018, foram registrados 734.938 óbitos por acidentes de trânsito no Brasil. Para se ter ideia de quão comum esse tipo de desastre se tornou, em média, a cada 15 minutos alguém morre nas ruas e estradas do país. O número ultrapassa o de homicídios por armas de fogo, que chegou a 726 mil nesse período. O perfil da vítima fatal do trânsito brasileiro é jovem: 40% dos mortos tinham até 29 anos.

Nas últimas duas décadas, o SUS arcou com 2,8 milhões de procedimentos médicos relacionados ao trânsito. O custo total, corrigido pela inflação, fica em R$ 5,3 bilhões – bem acima do total gasto com o programa Mais Médicos no ano passado (R$ 3,5 bi). 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

De volta à Idade Média: Mais uma insanidade, desumanidade e irracionalidade de um dos "tontos"do MBL

Estes caras só sabem agir movidos a  ódio

recebi por e-mail do Outra Saúde



PARA DIFICULTAR


Já não é simples conseguir o aborto em casos hoje já legais, mas o vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM) apresentou um projeto que cria oficialmente barreiras ao acesso no município. Se for aprovado, haverá exigência de alvará judicial para conseguir a interrupção legal da gravidez, o que por si só já pode inviabilizar o procedimento, pois o alvará pode levar meses para sair – e o aborto só é permitido até 22 semanas.



Supondo que a Justiça seja rápida, isso não melhora as coisas, pois o projeto prevê ainda que o aborto só possa ser realizado 15 dias depois do alvará. Nesse meio tempo, o município pode recorrer para suspender ou cassar a decisão. Já a mulher deve fazer exame de imagem que demonstre a existência de órgãos vitais, funções vitais e batimentos cardíacos, alem de passar por "atendimento psicológico com vistas a dissuadi-la da ideia de realizar o abortamento" – o que fere o código de ética da psicologia.


quarta-feira, 29 de maio de 2019

Tentativa de desqualificar a Fiocruz é algo 'assustador, sombrio e medieval'


Uma pesquisa da fundação apontou que quase 10% dos brasileiros admitem já ter feito uso de drogas ilícitas, mas o ministro Osmar Terra disse que o estudo tem viés ideológico, porque acredita numa epidemia de drogas no país. 

André Trigueiro ressalta, no entanto, que ele não apresenta dados para justificar a declaração, enquanto a instituição é reconhecida internacionalmente na área da ciência, tecnologia, inovação e saúde.


Assista até o fim: 4 VERDADES QUE VOCÊ NÃO SABIA SOBRE O CORTE NA EDUCAÇÃO

no canal do Levante Popular da Juventude no Youtube


Tem muita coisa rodando por aí sobre as novas medidas que o governo Bolsonaro adotou na pauta da educação.


Fizemos a lição de casa e nesse vídeo vamos desmentir 4 das principais Fake News que rondam o tema.


sexta-feira, 24 de maio de 2019

quinta-feira, 16 de maio de 2019

RETROCESSO PRESTES A VIRAR LEI (sobre as manobras para trazer de volta a Idade Média na Saúde Mental)


No Outra Saúde (via e-mail)

A menos de um mês do julgamento do STF que pode descriminalizar o uso drogas, o Congresso corre para o lado contrário. Ontem o Senado aprovou um projeto que transforma em lei dispositivos da recém-anunciada Política Nacional de Drogas, sedimentando uma reorientação que começou no governo Temer e ganhou gás com Bolsonaro. Como o texto já passou na Câmara, agora só falta o presidente sancionar.

A possibilidade de internação compulsória, a caracterização de comunidades terapêuticas como unidades de saúde, o aumento da pena mínima pra tráfico e a ausência de critérios para definir traficantes são traços do PL 37/2013. A Folhanarrou como foram feitas manobras para acelerar sua tramitação: o PL foi aprovado conjuntamente em duas comissões – a de Assuntos Econômicos e a de Assuntos Sociais – e, mesmo sem passar na de Direitos Humanos e sem nenhuma audiência pública, foi plenário.

Uma das maiores mudanças é em relação à internação compulsória. Pela regra atual, familiares, representantes legais ou profissionais responsáveis pela terapia podem determinar o fim do tratamento. Já pelo novo texto, só o médico vai poder autorizar a liberação da internação. O PL ainda prevê a possibilidade de destinar 30% do imposto de renda para comunidades terapêuticas – por isso, aponta o El País, está sendo chamado de 'Rouanet das clínicas

terça-feira, 14 de maio de 2019

Sensacional! Parecer de Rubem Alves sobre a contratação (ou não) do Paulo Freire, pela Unicamp, em 1985


Em tempos de tanta indignidade, deslealdade, trairagem de toda ordem, canalhice e cretinismo em ascensão, alpinismo acadêmico, oportunismo deslavado, apropriação de produções alheias etc e tal, eis que me deparo com este Parecer do Rubem Alves (que dignidade!) sobre a contratação (ou não) do Paulo Freire, pela Unicamp, em 1985. Que nos inspire a manter longe sanguessugas em geral... 

Grato ao amigo José Luiz Riani Costa por compartilhar!




segunda-feira, 13 de maio de 2019

A privatização do setor público de saúde

Sugerir que os problemas da saúde pública surgem em decorrência da gestão, apontando tão somente para a inovação no modo de gestão como solução, revela uma tendência em justificar sua “ineficiência” em virtude de dificuldades meramente gestacionais ao tempo em que ignora a decisão política de inviabilizar a saúde pública gerida e operacionalizada pelo Estado.

por por Arlene Laurenti* e German Gregorio Monterrosa Ayala** no Le Monde Diplomatique Brasil 

Nas décadas de 1970 e 1980, os sanitaristas explicitaram suas concepções teóricas acerca de um novo modelo de atenção em saúde para substituir o modelo médico-assistencial privatista. Destacaram as contradições internas do modelo em vigor e propuseram as premissas da universalidade, igualdade, integralidade, equidade, descentralização e participação popular para compor um novo modelo.

Assim, na década de 80 a necessidade de uma teoria de transição apareceu como fruto do movimento dos sanitaristas para a construção desse novo modelo que relevou e considerou também, os interesses específicos da sociedade. Entretanto, desde o início, a controvérsia sobre o ‘novo modelo’ foi um assunto confuso em virtude da desarmonia entre os interesses do projeto liberal hegemônico em vigor e o Estado, responsável pela viabilização da reforma abrangente proposta pelos sanitaristas.

A intenção de equidade, universalidade, integralidade e participação popular fica desprovida das mais elementares garantias materiais para a transformação do modelo de atenção à saúde, onde prevalece a dinâmica liberal. Nem a intenção abertamente anunciada de alguns sanitaristas que compuseram os quadros do governo a época produziu uma mudança fundamental nas estruturas que alojavam essa dinâmica. Enquanto esta proposta de reforma ampliou as possibilidades de crítica ao modelo médico-assistencial privatista, a adoção de medidas de acordo com as estratégias de esvaziamento do espaço público e da expansão do mercado na área, conduziu, e segue conduzindo cada vez, mais para a privatização com a consequente diminuição da regulação da atenção em saúde pelo Estado.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Falta de remédios no SUS afeta dois milhões de pessoas no Brasil

Conass diz que essa é a maior crise de abastecimentos de remédios do país


Um relatório do Conselho Nacional dos Secretários da Saúde (Conass) considera crítica a situação dos estoques públicos de medicamentos no Brasil. De 134 remédios distribuídos obrigatoriamente pelo Ministério da Saúde, 25 estão em falta em todos os estados e outros 18 devem se esgotar nos próximos 30 dias. Com isso, dois milhões de pacientes devem ser afetados.

O documento que traça o panorama de desabastecimento foi endereçado ao governo federal, cobrando providências. O Ministério da Saúde afirma que desde janeiro tenta regularizar o abastecimento e que muitos processos de compra não foram iniciados no tempo devido e, por isso, “as entregas estão ocorrendo de modo intempestivo”.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Não verás país nenhum (sobre a questão do Censo)

por Antônio C. Alkmim(*) em sua página no Facebook

Vivemos os dias dos mais tristes para o IBGE em seus quase 83 anos de existência.

Nem a ditadura militar ousou tanto.

Demissão do Diretor de Pesquisa. Quebra da autonomia técnica. Intervenção externa. Corte drástico do orçamento do Censo. Redução de um questionário fundamental para o diagnóstico social e demográfico do país e planejado há dois anos pelo corpo técnico. Proposta de redução inexplicável da amostra. Indicação de um Diretor de Pesquisa de fora da Instituição, combinada com a emergência de um personagem, que viveu no lusco-fusco técnico e de poder há mais de 30 anos no Instituto e que se presta a assumir a Diretoria de Informática, ao mesmo tempo em que passa a deter o controle operacional da pesquisa.

Resumindo, violação incondicional do que dita a missão do Instituto:
"Retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania.".

Coisa para o Ministério Público e para o TCU.

domingo, 5 de maio de 2019

Enfermeira obstétrica brasileira ganha prêmio internacional

Heloísa Lessa será embaixadora dos Direitos Humanos no Parto.


Heloisa Lessa, enfermeira obstétrica e uma das principais percussoras do parto humanizado no Brasil, ganhou o Prêmio Campeão na categoria de Parteira ("MidWife"), da Human Rights in Childbirth - organização não governamental com atuação internacional para difundir os instrumentos de direitos humanos para proteger todo o espectro de direitos reprodutivos disponíveis para as mulheres grávidas.

Foto: DINO / DINO

sábado, 4 de maio de 2019

Safatle: Dos departamentos de filosofia e sociologia virão levas de jovens que farão de tudo para que este governo caia.

John Locke, no século XVII, pregou o tiranicídio!

Conversa Afiada publica antológico artigo do filósofo Vladimir Safatle na Fel-lha:

A filosofia é um esporte de combate

Quando a filosofia se tornou um dos alvos prediletos do desmonte do desgoverno Bolsonaro, alguns acharam por bem adotar a estratégia da sensibilização para o lugar da filosofia na formação de profissionais eticamente mais orientados e com capacidade de análise crítica.
Ou seja, contra a acusação de sua inutilidade seria o caso de expor, ao contrário, sua pretensa grande utilidade para a reprodução otimizada das estruturas de nossas formas de vida. Como se este desgoverno atual fosse composto de pessoas incapazes de compreender a formação necessária e desejada para o estágio atual de nossas demandas de gerenciamento social.
No entanto, gostaria de dizer que o sr. Bolsonaro acerta quando elege a filosofia e a sociologia como seus alvos privilegiados contra a educação nacional.