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terça-feira, 23 de agosto de 2016

"O que se tem nos manicômios judiciários é uma máquina de triturar gente"

As pessoas acreditam que o louco infrator é levado para o manicômio para ser tratado. Não é. O que se tem nos manicômios judiciários é uma máquina de triturar gente.

no Justificando


Nesta segunda, 22, a Plataforma Brasileira de Políticas de Drogas (PBPD) publicou uma entrevista com o Promotor de Justiça no Estado de Goiás e Colunista do JustificandoHaroldo Caetano, sobre o tema de sua especialidade: a manicomialização.
Haroldo, que é doutorando em Psicologia Social pela Universidade Federal Fluminense e crítico das comunidades terapêuticas destinadas à internação de dependentes químicos como forma de tratamento, falou sobre a realidade encontrada no país no tratamento oferecido por pessoas com transtornos mentais.
Embora tenham sido rechaçados pela legislação, os manicômios nunca foram erradicados: "O movimento antimanicomial é um movimento que não para porque o manicômio está sempre se reinventando", afirma. Para ele, "os manicômios são espaços desconhecidos pela população brasileira". 
O Promotor de Justiça ainda destaca que muito da sobrevivência dos manicômios é responsabilidade do Poder Judiciário, o qual "manda internar compulsoriamente pessoas nas mais variadas condições psicossociais. Então não podemos afirmar que houve uma superação do manicômio no Brasil. Isso nunca aconteceu".

Veja como ficou:

VEXAME!


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Plenário aprova MP de autoria de Dilma que garante continuidade do Mais Médicos


Com o apoio da Bancada do PT, o plenário da Câmara garantiu a continuação por mais três anos do Programa Mais Médicos, implementado pelo governo da presidenta Dilma. A medida provisória (MP 723/16) editada ainda no governo da presidenta eleita Dilma Rousseff foi aprovada com voto favorável dos deputados petistas. A medida segue para apreciação do Senado. Mas, para não perder a validade e deixar sem assistência médica cerca de 63 milhões de brasileiros atendidos pelo Mais Médicos, a MP precisa ser votada pelos senadores até o próximo dia 29.

O relator-revisor da proposta na comissão mista que deu parecer à MP, deputado Jorge Solla (PT-BA), afirmou que a continuidade do Mais Médicos é o reconhecimento da decisão corajosa da presidenta Dilma de iniciar o programa. “A presidenta Dilma assumiu de forma perspicaz a decisão de abrir o País para receber médicos de outros países para atuar em regiões onde não temos médicos brasileiros interessados em ocupar. Além disso, o programa une ação emergencial com ação estruturante de abertura de mais vagas para formar brasileiros em medicina, criando oportunidades. Parabenizo a presidenta Dilma pela ousadia de enfrentar a avalanche conservadora para garantir o atendimento à população que mais precisava. A população adotou o Mais Médicos, sabe do sucesso e não tem golpe que derrube o programa”, disse.

domingo, 21 de agosto de 2016

Ricardo Barros segue firme na privatização da Saúde e o desmonte do SUS

Chamado de "ministro da doença" pelos críticos, Barros desmontou áreas estratégicas, demitiu servidores e corre para sucatear a rede pública, enquanto cria planos que cobrem só consultas e exames


ARQUIVO/CEBES
Protesto contra a visita de Barros ao congresso do Conasems, em Fortaleza, em junho

Mal foi empossado titular da Saúde pelo governo interino de Michel Temer, o deputado federal (PP-PR) Ricardo Barros logo mostrou a que veio. Na primeira entrevista coletiva, em 13 de maio, deixou claro não ser do ramo e que sua atuação à frente da pasta seria pautada exclusivamente pelo "austeridade" no controle dos recursos. Para isso, iria investir no aperfeiçoamento de um sistema de informações que identificasse os gastos do SUS nos estados e municípios.

Você sabe o que é a PEC 241 e o mal que ela significa? ASSISTA E ENTENDA O QUE VOCE PERDE


Dentre as propostas da PEC está a alteração dos limites orçamentários para a educação e a saúde. Ministro da saúde provisório defende redução do SUS e, inclusive, publicou portaria de criação de grupo de trabalho para elaborar proposta de “planos populares”.

Na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, de debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para instituir o Novo Regime Fiscal.

O plenário lotado apontou a importância e gravidade do assunto, tendo em vista o risco que significa a apresentação, pelo governo, de uma proposta que compromete a oferta de serviços públicos universais como saúde, educação, segurança e investimentos públicos em infraestrutura.

Não é nenhum devaneio pós-democracia, pois direitos conquistados a duras penas serão colocados em xeque. A população brasileira corre o risco de amargar uma crise de assistencialismo sem precedentes, conforme apontou a análise de vários participantes.

Comprometimento da saúde

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diversos serviços e programas à população brasileira de forma gratuita, como a Academia da Saúde, Brasil Sorridente, Farmácia Popular, Imunizações, Política Nacional de Promoção da Saúde, SAMU 192, UPA 24h e outros. 

Uma das propostas do ministro da saúde provisório é justamente a redução do SUS, o que ficou ainda mais explícito após a publicação de portaria no Diário Oficial da União (DOU) de um grupo de trabalho para discutir a “criação de planos populares”, no Dia Nacional da Saúde (05 de agosto).

Além de pagar impostos e não obter retorno em serviços de qualidade, a população brasileira terá que pagar para ser atendida nos estabelecimentos públicos de saúde. Parece que rasgar a Constituição Brasileira e eximir o Estado de suas obrigações se tornou uma meta para o atual governo interino.

Desmonte da educação

Na educação, programas como o Ciências sem Fronteiras, ENEM, ENADE, CENSO, FIES, SISU, PROUNI, Pró-Jovem, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, CAPES mestrado, doutorado e Plataforma Freire, PRONATEC e demais programas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica serão igualmente afetados com a aprovação da PEC241.

Apenas 4% do Orçamento da União mantém os diversos programas já citados. Caso seja aprovada a proposta, haverá redução, durante 20 anos, das ações estatais de distribuição de renda. Ou seja, resumindo, será o fim da maior parte dos programas e serviços gratuitos no país. Enquanto isso, o lucro do setor financeiro estará intocado.

A parte dos parlamentares contrários entendem que o projeto é a legalização da destruição do controle social. “Este projeto só atinge a camada das políticas sociais, não atinge o núcleo financeiro que move o país. A conta é paga por trabalhadores e trabalhadoras não só do funcionalismo público, mas também da iniciativa privada”

sábado, 20 de agosto de 2016

Hoje é aniversário do Robert Plant. Ele completa 68 anos!




Robert.Plant- Baby I'm Gonna Leave You - 2014 Glastonbury Festival



ROBERT PLANT - whole lotta love- live Italy(acoustic)


A primeira traição ninguém esquece

ALEX SOLNIK* no Brasil 247

Temer pode até pensar que chegar à presidência da República será o auge da sua carreira política.

Mas ele se engana. Será o ocaso.

Ao colocar a faixa presidencial ela estará carimbada com a palavra "traição".

Ao fazer o seu primeiro discurso oficial, no dia 7 de setembro, por trás de cada palavra que pronunciar haverá outra, mais presente: traidor.

O 7 de setembro, festejado como o Dia da Independência será, daqui em diante, conhecido como o Dia da Traição.

Quem traiu uma vez, vai trair sempre.

O SUS na mira do golpe



O golpe é a arma da burguesia para alvejar também o capítulo dos direitos sociais da Constituição de 1988.

Um dos principais propósitos do golpe é reduzir e, inclusive, eliminar os investimentos sociais – ou seja, o povo – do orçamento público, para aumentar o superávit primário: aquela parcela formidável da renda pública nacional que deixa de ser aplicada no SUS, na educação, no Bolsa-Família, no Minha Casa Minha Vida e na dignidade do povo brasileiro, para ser canalizada para o sistema financeiro.

Uma das medidas do governo usurpador é a Proposta de Emenda Constitucional [PEC] 241, que cria o Novo Regime Fiscal em cima [1] do fim da obrigatoriedade de percentuais mínimos do orçamento para a saúde e educação, e [2] da fixação de limites para as despesas sociais sempre abaixo do crescimento da arrecadação. Na justificativa da PEC, esta limitação fica bem explicitada: “É preciso alterar esse sistema [de mínimo constitucional para saúde e educação], justamente para evitar que nos momentos de forte expansão econômica seja obrigatório o aumento de gastos nessas áreas”.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Martin Winkler: “Os preconceitos dos médicos são os preconceitos de classe”.

Martin Winkler acaba de publicar sua novela “Abraão e filhos”. Sua rígida opinião sobre o sistema de saúde Frances continua intacta em seus estudos sobre a medicina na prática cotidiana.

Tradução do texto espanhol primeiramente traduzido do Francês por: Cassius Vinicius
Reproduzimos abaixo a entrevista feita por Caroline Constant (junho de 2016) com o médico e romancista, Martin Winkler que foi publicada primeiramente no jornal L’Humanité.
Martin Winkler: Na frança, a seleção dos estudantes de medicina ocorre sobretudo entre os jovens das classes mais favorecidas. E esses estudantes são educados para tratar pacientes de sua própria classe e não de setores operários nem sub-proletariados.
É por isso que a formação medica deixa a entender, para os estudantes, que dentro da própria medicina existe uma elite, e que isso os motiva a tornarem-se parte dessa elite. Pensando nesse sentido, isso significa que “alguns” valem mais que “outros”.
Entrevistador / Martin Winkler
Nota do tradutor: O termo “médico generalista” será usado nesta tradução para designar o popularmente conhecido como “clínico geral”, já que em medicina difere-se o médico especialista e o médico generalista, sendo “clínico geral” raramente usado entre esses profissionais.
Então para esses que “valem” menos que outros, encontramos um clínico geral e emergência...

Os médicos detestavam o Mais Médicos. Agora, querem entrar


Quando o programa foi criado, em 2013, os médicos brasileiros protestaram.

Criticaram as condições, o salário e a importação de profissionais de outros países - contratados sem ter os diplomas revalidados no Brasil. Hoje, há 18 mil médicos no programa, em 72,8% das cidades brasileiras.

Na última expansão, ano passado, 100% das vagas foram preenchidas por brasileiros - e o novo edital recebeu a inscrição de 12.791 médicos (10,9 candidatos por vaga).

Os médicos continuam reclamando das condições de trabalho no programa. Mas querem entrar nele porque, ao participar, ganham um bônus que ajuda a ser aceito em programas de residência médica.

Ativistas da área de saúde defendem governo de acusação de farmacêuticas


O GTPI (Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual) divulgou nesta quarta (17) uma nota de repúdio ao anúncio publicado pelo Sindusfarma (sindicato que representa as principais indústrias farmacêuticas do país) que acusa o Ministério da Saúde de descumprir as regras sanitárias nacionais e de "incentivar a pirataria".

A polêmica gira em torno da compra de um medicamento para tratamento da Aids de um laboratório indiano, sem que o produto tenha aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O uso abusivo de drogas é questão de saúde pública!



A Justiça, a pedido do Ministério Público Federal, suspendeu norma do Conselho Nacional de Política sobre Drogas (Conad) que permitia a existência de instituições de acolhimento a usuários de drogas que não cumpriam requisitos de funcionamento exigidos pelo Ministério da Saúde, contrariando o que diz a Lei Nº 11.343/2006. 

A decisão evita que comunidades terapêuticas deixem de cumprir as orientações do SUS – que determinam a oferta de assistência integral, incluindo serviços médicos, de assistência social e psicológica.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A campanha #cadanascimentoimporta da Comparto quer democratizar o conhecimento sobre o parto

Mulheres de impacto: mães informadas são mães empoderadas



“Para mudar a sociedade é preciso mudar a forma de nascer”, afirma o obstetra francês e referência em parto humanizado Michel Odent. Inspiradas por essa ideia de transformar a sociedade a partir do nascimento, as irmãs Raquel e Lia Oliva criaram a Comparto, uma empresa voltada para a defesa do parto humanizado como ferramenta de transformação social e do sujeito. A luta pelo parto humanizado se faz necessária ao considerar os números que dão ao Brasil o ingrato título de campeão mundial da cesárea: mais da metade dos bebês nasce por via cirúrgica na saúde pública brasileira, chegando a 88% dos partos na rede privada, de acordo com uma pesquisa realizada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Em 53,5% dos casos, não há justificativa clínica adequada para a cesárea. A orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que no máximo 15% dos partos sejam cesáreas.

Nota conjunta: Saúde, Educação e Assistência Social contra PEC 241



O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - CONASEMS, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social – CONGEMAS vêm a público manifestar o posicionamento sobre a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241) de 2016.

A PEC 241 pretende instituir um novo Regime Fiscal para a União. Estabelece vigência de 20 anos a partir de 2017, quando haverá uma limitação anual das despesas da União em valores reais, ou seja, apenas poderá ser gasto o valor do ano anterior, corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA. Em resumo, a proposta apresentada determina que a despesa da União no ano de 2036 será a mesma de 2016, em termos reais.

O que pensa e quer o Ministro da Saúde?