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domingo, 19 de agosto de 2018

Com saúde fragilizada, grevistas de fome passam a fazer uso de camas hospitalares e cadeiras de roda

Ao 19º dia em Greve de Fome por Justiça no STF, os sete grevistas - Frei Sérgio Görgen e Rafaela Alves (do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA), Luiz Gonzaga, o Gegê (da Central dos Movimentos Populares – CMP), Jaime Amorim, Zonália Santos e Vilmar Pacífico (do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST), Leonardo Soares (do Levante Popular da Juventude) - se encontram com a saúde bastante fragilizada e passam a fazer uso de camas hospitalares para seu repouso e de cadeiras de rodas nos deslocamentos.

Entre os grevistas há os que já perderam 10 kg nestes dezenove dias sem se alimentar. A glicemia, que é o açúcar no sangue tem tido alterações constante, assim como tem sido frequente quedas da pressão arterial e da temperatura corporal, fatores que tem deixado a Equipe de Saúde da Greve de Fome em alerta permanente. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Governo do Paraná deixou de investir R$ 6,5 Bi no SUS!!!

recebi por email do Correio da Saúde do MP-PR

Quanto mesmo?

A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, desde o ano 2000, tem ajuizado ações judiciais contra o Estado do Paraná em virtude do descumprimento da EC-29, que determina que os entes estatais devem aplicar 12% do produto da arrecadação anual dos impostos em ações e serviços de saúde.

Na mais recente decisão, relativa ao exercício financeiro de 2012, o Tribunal de Justiça confirmou a sentença lançada em 1º grau que condenou o Estado a restituir o Fundo Estadual de Saúde no montante de R$ 637.078.471,99 (para a integra do acórdão, clique aqui).

Contrariamente ao sustentado pelo ente federativo (inexistência de lei complementar para determinar o investimento mínimo em saúde), o TJPR reconheceu a autoaplicabilidade da Emenda Constitucional 29/2000, considerando que o artigo 77 do ADCT disciplinou o percentual a ser empregado pelos entes até que não sobreviesse lei complementar que a determinasse. Segundo o voto, “a própria Constituição deu solução para o vácuo legislativo, dispondo no ADCT que, a partir do ano de 2004 e enquanto não elaborada a respectiva lei complementar regulamentadora, o percentual a que se refere o artigo 198, § 2º, inciso II, da Constituição seria de, no mínimo, 12%, conforme art.77, II, do ADCT”

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Com Dodge, com TUDO

Charge do Jota Camelo



ACAMPAMENTO MODELO DE PRODUÇÃO AGROFLORESTAL AMEAÇADO DE SER DESTRUÍDO POR DECISÃO DE JUÍZA DE ANTONINA.




no Facebook do Angel Mar Roman

O documentário “Agrofloresta é mais”, produzido pela Fundação Osvaldo Cruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Paraná, Associação Paranaense das Vitimas Expostas ao Amianto e aos Agrotóxicos, Ministério Publico do Trabalho do Paraná; conta a história do acampamento José Lutzenberger – município de Antonina – Paraná.

Tudo começou em 2004 com a ocupação por pequenos produtores de uma propriedade – localizada em uma reserva ambiental de Mata Atlântica – cuja floresta estava totalmente destruída pela criação de búfalos.

O desafio dos ocupantes era recuperar ambientalmente a área e assegurar a produção de alimentos para a sobrevivência da comunidade. O documentário “Agrofloresta é mais” registra esta experiência de organização e trabalho.

Aretha Franklin - (Memphis, 25 de março de 1942 - Detroit, 16 de agosto de 2018)

Frida brincando de fazer arte


via André Dahmer @malvados2h
"Esposa do mestre dos murais brinca alegremente com trabalhos de arte". 
Frida Kahlo foi apresentada desta maneira pela imprensa da época.

sábado, 11 de agosto de 2018

Carta de Boa Vista sobre a Saúde do Imigrante

CARTA DE BOA VISTA

Nos dias 9 e 10 de agosto de 2018, por iniciativa da Associação Brasileira Rede Unida, realizou-se em Boa Vista – Roraima, o 1º. Encontro Saúde do Imigrante: O Cuidado Sem Fronteiras, atividade esta decorrente do Fórum Internacional de Saúde do Imigrante realizado no 13º. Congresso da Rede Unida em Manaus de 30/5 a 2/6 de 2018. O objetivo era de discutir a situação local, gerada pelo intenso fluxo migratório proveniente da Venezuela, e formular propostas de apoio às entidades locais no enfrentamento da questão da saúde.

Na oportunidade foi possível ouvir as entidades governamentais e não governamentais, pesquisadores, professores, estudantes, a comunidade, inclusive em visita a abrigos que estão sob cuidados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – ACNUR, com apoio local do Exército Brasileiro.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Jogos vorazes por Laura Carvalho


por @lauraabcarvalho 

A EC-95 é um contrassenso num país socialmente frágil e deve ser extinta. O cartão de visita do @meirelles - ao contrário da competência administrativa que queira demonstrar - é um atestado de insensibilidade como gestor. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Chioro alerta: Pela primeira vez, em disputa numa eleição projetos que visam acabar ou desfigurar o SUS para entregar a saúde ao mercado

O que será do Brasil e do SUS?
reproduzido no VioMundo

Esta é a pergunta feita por quem vive no exterior, aturdido com as mudanças bruscas observadas no país que tinha se tornado a sexta potência econômica e surgia no cenário internacional como nação com potencial para liderar uma nova ordem mundial.

O que acontecerá com o país, perguntamos os que aqui vivemos, independentemente de termos ou não apoiado o golpe jurídico-parlamentar que depôs a presidente Dilma e culminou com a prisão de Lula, o mais bem avaliado presidente da história e figura pública por excelência com condições de liderar a retomada da normalidade política-institucional, recolocando o Brasil nos trilhos?

Não se trata de tarefa fácil analisar a conjuntura política brasileira e, nesse complexo contexto, o que poderá acontecer com o Sistema Único de Saúde (SUS), que completa 30 anos em outubro.

Não é possível ainda compreender as raízes mais estruturais do golpe de 2016.

Produzido a partir da manipulação política e sustentado pelos setores de comunicação, empresariais e financeiro, teve respaldo de amplos segmentos da população, em particular da classe média, embalada pelo discurso de combate à corrupção endêmica que marca a relação público x privado e nosso sistema político-eleitoral desde priscas eras.

Entretanto, já é possível perceber suas consequências. O país mergulhou numa profunda crise política, econômica e social, com efeitos deletérios sobre a qualidade de vida e de saúde da população.

Se você é daqueles que idolatram o Bolsonaro, ou você é daqueles que acha que ele é uma piada... LEIA com atenção (depois a gente conversa)





"Um dia, eles me levaram para um lugar que hoje eu localizo como sendo a sede do Exército, no Ibirapuera.

Lá estava a minha fi lha de um ano e dez meses, só de fralda, no frio. Eles a colocaram na minha frente, gritando, chorando, e ameaçavam dar choque nela.
O torturador era o Mangabeira [codinome do escrivão de polícia de nome Gaeta] e, junto dele, tinha uma criança de três anos que ele dizia ser sua filha. 

Só depois, quando fui levada para o presídio Tiradentes, eu vim a saber que eles entregaram minha fi lha para a minha cunhada, que a levou para a minha mãe, em Belo Horizonte.

Até depois de sair da cadeia, quase três anos depois, eu convivi com o medo de que a minha fi lha fosse pega. Até que eu cumprisse a minha pena, eu não tinha segurança de que a Maria estava salva.

Hoje, na minha compreensão feminista, eu entendo que eles torturavam as crianças na frente das mulheres achando que nos desmontaríamos por causa da maternidade. Fui presa e levada para a Oban. 

Sofri torturas no pau de arara, na cadeira do dragão, levei muito soco inglês, fui pisoteada por botas, tive três dentes quebrados. Éramos torturadas completamente nuas. Com o choque, você evacua, urina, menstrua.

Todos os seus excrementos saem. A tortura era feita sob xingamentos como ‘vaca’, ‘puta’, ‘galinha’, ‘mãe puta’, ‘você dá para todo mundo’... Algumas mulheres sofreram violência sexual, foram estupradas.

Mas apertar o peito, passar a mão também é tortura sexual. E isso eles fizeram comigo. Eles também colocaram na minha vagina um cabo de vassoura com um fio aberto enrolado. E deram choque.

O objetivo deles era destruir a sexualidade, o desejo, a autoestima, o corpo."


ELEONORA MENICUCCI DE OLIVEIRA, ex-militante do Partido Operário Comunista (POC), era estudante de Sociologia e professora do ensino fundamental quando foi presa, em 11 de julho de 1971, em São Paulo (SP). Hoje, vive na mesma cidade, onde é pró-reitora de extensão e cultura e professora titular de saúde coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Os irmãos Koch, quem diria, fazendo campanha a favor do Medicare for All

OS PLANOS POPULARES DE TRUMP

via Outra Saúde

Uma nova regra do governo [dos EEUU] abre caminho para a venda de planos e seguros de saúde que não estão em conformidade com o Afrordable Care Act (o Obamacare, baseado no acesso aos serviços via planos subsidiados pelo governo). E eles serão ainda menos... digamos, seguros. Hoje já existe a possibilidade de fazer planos restritos por períodos limitados, de até três meses - segundo o New York Times, era para ser um 'paliativo'. Agora, esse período vai ser de um ano, podendo se estender até três anos. Esses planos têm menor cobertura e, ao contrário dos tradicionais, não recebem subsídios do governo, sendo totalmente pagos pelos beneficiários.

Defensores dos consumidores, médicos, hospitais e até algumas companhias de seguros reclamaram. A crítica principal é a de eles não protegerem adequadamente as pessoas, mas também há preocupação de que gente mais saudável (e que hoje paga muito caro) vai migrar dos planos tradicionais para estes, desestabilizando o mercado. E - algo que o próprio governo reconhece - isso deve aumentar os custos dos planos individuais. Mas como os individuais é que são subsidiados, os gastos federais aumentariam...

Aliás, essa semana aconteceu algo inusitado nos EUA. Uma pesquisa foi encomendada pelos irmãos Koch (que se dedicam, entre outras coisas, a fomentar grupos de extrema-direita) para mostrar o quanto sairia caro oferecer saúde para todos, como pretende Bernie Sanders com a proposta do 'Medicare for All'. Só que o estudo mostrou que na real haveria uma economia de nada menos de US$ 2 trilhões ao longo de 10 anos, porque o foco seria em saúde preventiva, que é mais barata e evita problemas. Em vídeo, Sanders ironizou e agradeceu aos Koch.

Sonia Fleury*: ‘Saúde para todos’ renova partido democrata nos EUA. E no Brasil?


Sonia Fleury: ‘Saúde para todos’ renova partido democrata nos EUA. E no Brasil, quem se compromete com o SUS, à vera? 


A vitória de uma ativista de esquerda nas primárias do Partido Democrata, em Nova York, Alexandria Ocasio-Cortez, derrotando o atual deputado Joe Crowsley, grande liderança dos democratas em seu décimo mandato, revelou os ventos de mudança que sopram na direção de uma renovação progressista. Essa tendência havia sido inaugurada nas primárias do pleito de 2016, com a postulação da candidatura do senador democrata Bernie Sanders, que levantou bandeiras progressistas com relação a questões como direito universal à saúde, direitos civis e das minorias, apoio à população LGBT, combate à desigualdade, e um conjunto de medidas contra a ganância das corporações financeiras que estariam destruindo o tecido social da nação. Alexandria Ocasio-Cortez, jovem ativista de origem latina, é fruto desse processo, sendo filiada ao grupo que se criou no interior do partido, denominado The Democratic Socialist of America. Em seu discurso de vitória contra uma das maiores lideranças do partido, de orientação centrista, ela afirmou: “Nós derrotamos uma máquina com um movimento, e isto é o que precisa ser feito”. Suas propostas são pela abolição da política imigratória do ICE [Immigration and Customs Enforcement ], a favor da instituição do Medicare-for-All, da gratuidade nas universidades, garantia de empregos federais e reforma o sistema de justiça.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

terça-feira, 31 de julho de 2018

Três em cada cinco bebês não são amamentados na primeira hora de vida


Cerca de 78 milhões de bebês em todo o mundo – uma proporção de três em cada cinco – não são amamentados na primeira hora de vida, o que aumenta o risco de morte do recém-nascido e reduz a possibilidade de que amamentação seja mantida. O alerta foi feito hoje (31) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Relatório publicado pelas entidades destaca que recém-nascidos amamentados na primeira hora de vida são significativamente mais propensos a sobreviver. O simples atraso de algumas horas após o parto para a introdução do aleitamento materno pode, segundo o documento, gerar consequências ameaçadoras à saúde do bebê. A maioria dos bebês que não são amamentados na primeira hora de vida vivem em países de baixa e média renda.